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Ex-prefeito de Palmas Raul Filho será investigado por ligação com bicheiro Carlinhos Cachoeira

admin -

<span style="font-size:14px;">Uma den&uacute;ncia apresentada pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual (MPE) em dezembro de 2012, referente a fraudes em contratos firmados entre a Prefeitura de Palmas e a empresa Delta Constru&ccedil;&otilde;es, foi recebida pela 3&ordf; Vara Criminal de Palmas no &uacute;ltimo dia 16. Como alguns dos acusados, entre eles o ent&atilde;o prefeito Raul de Jesus Lustosa Filho, possu&iacute;am foro privilegiado, o processo tramitava na 2&ordf; jurisdi&ccedil;&atilde;o, retornando agora para a 1&ordf; inst&acirc;ncia.<br />
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Al&eacute;m do ex-prefeito, est&atilde;o entre os acusados Carlos Augusto de Almeida Ramos, vulgo &quot;Carlinhos Cachoeira&quot;; a deputada estadual e ex-primeira-dama Solange Jane Tavares Duailibe de Jesus, o ex-secret&aacute;rio municipal de Governo Pedro Duailibe Sobrinho, a ex-presidente da Comiss&atilde;o de Licita&ccedil;&atilde;o Kenya Tavares Duailibe e mais nove pessoas.<br />
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A 1&ordf; Promotoria de Justi&ccedil;a da Capital, sob a responsabilidade do Promotor de Justi&ccedil;a Andr&eacute; Ramos Varanda, assume o caso.<br />
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Segundo a den&uacute;ncia, uma quadrilha foi mantida com o objetivo de dar apar&ecirc;ncia de legalidade aos contratos que favoreceram a Delta Constru&ccedil;&otilde;es no valor total de R$ 116.980.831,79. Al&eacute;m da forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha, a den&uacute;ncia relaciona os crimes de corrup&ccedil;&atilde;o passiva, lavagem de dinheiro, apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita, dispensa irregular de licita&ccedil;&atilde;o, fraude &agrave; licita&ccedil;&atilde;o e falsidade ideol&oacute;gica.<br />
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<u><strong>Esquema</strong></u><br />
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Com base nas investiga&ccedil;&otilde;es da Delegacia Estadual de Investiga&ccedil;&otilde;es Criminais (Deic) e do Grupo de Atua&ccedil;&atilde;o Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a den&uacute;ncia aponta que Raul Filho e S&iacute;lvio Roberto Moraes de Lima estabeleceram negocia&ccedil;&otilde;es com Carlinhos Cachoeira visando captar recursos para a campanha eleitoral para Prefeito de Palmas no ano de 2004. Em contrapartida, haveria favorecimento da empresa Delta Constru&ccedil;&otilde;es, comandada por Carlinhos Cachoeira, em licita&ccedil;&otilde;es realizadas pela Prefeitura.<br />
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No esquema, coube &agrave; primeira-dama Solange Duailibe a fun&ccedil;&atilde;o de congregar pessoas humildes para receber, na condi&ccedil;&atilde;o de &quot;laranjas&quot;, as propinas provenientes da organiza&ccedil;&atilde;o criminosa de Carlinhos Cachoeira. Assim ocorreu com Rosilda Rodrigues dos Santos, ex-servidora de Solange e moradora da zona rural de Aragua&ccedil;u, que, em tr&ecirc;s contas banc&aacute;rias, teve o valor de R$ 913.473,36 movimentado por Pedro Duailibe Sobrinho, ex-secret&aacute;rio de Governo e irm&atilde;o de Solange.<br />
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Os ex-presidentes da Comiss&atilde;o de Licita&ccedil;&atilde;o Kenya Tavares Duailibe e Gilberto Turcato, por sua vez, tinham como atribui&ccedil;&atilde;o dar apar&ecirc;ncia de legalidade aos contratos que favoreceram a Delta.<br />
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Jair Corr&ecirc;a J&uacute;nior, ent&atilde;o presidente da Ag&ecirc;ncia de Servi&ccedil;os P&uacute;blicos (Agesp), assinou as declara&ccedil;&otilde;es e os contratos de dispensas ilegais visando dar efetividade &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre o munic&iacute;pio e a Delta. Al&eacute;m disso, falsificou documentos que beneficiaram a empresa.<br />
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Tamb&eacute;m citados, o Secret&aacute;rio de Finan&ccedil;as Adjair de Lima e Silva foi apontado como o respons&aacute;vel pelo pagamento das dispensas ilegais de licita&ccedil;&otilde;es; enquanto o ex-Secret&aacute;rio Municipal da Infraestrutura, J&acirc;nio Washington Barbosa da Cunha, &eacute; responsabilizado por ter assinado o Contrato de n&ordm; 10/2006, firmado com a Delta, no valor de R$ 14.777.030,19.</span>

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