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Dilma diz que impeachment é sem "base real" e não teme

admin -

<span style="font-size:14px;">A presidenta Dilma Rousseff disse que n&atilde;o teme o impeachment por entender que n&atilde;o h&aacute; &ldquo;base real&rdquo; para um eventual processo. Dilma afirmou, ainda, considerar que o assunto tem car&aacute;ter de luta pol&iacute;tica contra seu governo. As declara&ccedil;&otilde;es foram feitas em entrevista ao jornal mexicano <em>La Jornada</em> e divulgadas neste domingo (24) pela Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.<br />
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<em>&ldquo;O impeachment est&aacute; previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o. Ele &eacute; um elemento da Constitui&ccedil;&atilde;o, est&aacute; l&aacute; escrito. Agora, o problema do impeachment &eacute; sem base real, e n&atilde;o &eacute; um processo, e n&atilde;o &eacute; algo, vamos dizer assim, institucionalizado. Eu acho que tem um car&aacute;ter muito mais de luta pol&iacute;tica. Ou seja, &eacute; muito mais esgrimido como uma arma pol&iacute;tica. Uma esp&eacute;cie de espada pol&iacute;tica, mistura de espada e de dama que querem impor ao Brasil&rdquo;</em>, disse. &ldquo;<em>A mim n&atilde;o atemorizam com isso. Eu n&atilde;o tenho temor disso, eu respondo pelos meus atos. E eu tenho clareza dos meus atos&rdquo;</em>, completou.</span><br />
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<span style="font-size:14px;">Ao recha&ccedil;ar a bandeira do impeachment contra ela, a presidente lembrou que os ex-presidentes Luiz In&aacute;cio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso tamb&eacute;m sofreram press&atilde;o do mesmo tipo. Mas evitou qualquer tipo de compara&ccedil;&atilde;o ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu processo e foi afastado. &quot;Ele foi tirado&quot;, lembrou.<br />
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Ao falar do esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo a Petrobras, a presidente voltou a responsabilizar apenas alguns funcion&aacute;rios pelos malfeitos. <em>&quot;a Petrobras tem 90 mil funcion&aacute;rios, quatro funcion&aacute;rios foram e est&atilde;o sendo acusados de, muito provavelmente, ningu&eacute;m pode falar antes de serem condenados, mas todos os ind&iacute;cios s&atilde;o no sentido de que s&atilde;o respons&aacute;veis pelo processo de corrup&ccedil;&atilde;o&quot;.</em>&nbsp;</span><br />
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<span style="font-size:14px;">A presidenta, que inicia nesta segunda (25) visita oficial ao M&eacute;xico, tamb&eacute;m falou sobre a aproxima&ccedil;&atilde;o entre os Estados Unidos e Cuba, comentou a situa&ccedil;&atilde;o de pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e destacou a import&acirc;ncia da Petrobras.<br />
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Dilma espera que a aproxima&ccedil;&atilde;o entre Cuba e os Estados Unidos se aprofunde e leve ao completo fim o embargo econ&ocirc;mico.<em> &ldquo;Eu sei que n&atilde;o depende do Executivo americano, depende do Congresso americano, mas esse ser&aacute; um passo fundamental</em>&rdquo;, considerou. Em sua avalia&ccedil;&atilde;o, a aproxima&ccedil;&atilde;o encerra a guerra fria no continente.<br />
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Ao falar sobre os vizinhos da Am&eacute;rica Latina, a presidenta disse que &eacute; a favor de que na Venezuela se respeite a ordem democr&aacute;tica por parte do governo e da oposi&ccedil;&atilde;o. Destacou, ainda, que os conflitos e manifesta&ccedil;&otilde;es fazem parte da democracia. <em>&ldquo;N&atilde;o acredito que a democracia engendre situa&ccedil;&otilde;es de paz dos cemit&eacute;rios. A democracia engendra manifesta&ccedil;&otilde;es de rua, reivindica&ccedil;&otilde;es, a democracia engendra express&atilde;o de descontentamento.&rdquo;</em><br />
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Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Petrobras, a presidenta garantiu que a petrol&iacute;fera &eacute; uma empresa poderosa que tem 90 mil funcion&aacute;rios e passou por um processo de investiga&ccedil;&atilde;o na Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato em que quatro funcion&aacute;rios est&atilde;o sendo acusados de corrup&ccedil;&atilde;o. <em>&ldquo;Ningu&eacute;m pode falar antes de serem condenados, mas todos os ind&iacute;cios s&atilde;o no sentido de que s&atilde;o respons&aacute;veis pelo processo de corrup&ccedil;&atilde;o.&rdquo;</em><br />
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Dilma ficar&aacute; no M&eacute;xico at&eacute; a quarta-feira (27) e ter&aacute; agenda extensa, que inclui a assinatura de um acordo para facilitar os investimentos entre os dois pa&iacute;ses.</span>

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