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Doenças de pele são problemas que mais geram preconceito e discriminação, diz médica

admin -

<span style="font-size:14px;">As doen&ccedil;as de pele s&atilde;o um dos problemas de sa&uacute;de que mais geram preconceito e discrimina&ccedil;&atilde;o, por dois motivos: primeiro porque s&atilde;o vis&iacute;veis, mas, al&eacute;m disso &ndash; e talvez mais importante &ndash; as suas les&otilde;es geram automaticamente uma sensa&ccedil;&atilde;o desagrad&aacute;vel.<br />
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Doen&ccedil;as mais raras como a epiderm&oacute;lise bolhosa e a alopecia areata e mesmo as mais comuns como a psor&iacute;ase (causa les&otilde;es vermelhas e descamativas na pele), l&uacute;pus e o vitiligo (caracterizada por manchas brancas cut&acirc;neas), s&atilde;o alvos de preconceito, embora nenhuma delas seja contagiosa.<br />
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<em>&ldquo;Esse &eacute; um assunto que sempre preocupou os dermatologistas: o preconceito vivido por pessoas que possuem enfermidades cut&acirc;neas que n&atilde;o s&atilde;o transmitidas atrav&eacute;s do contato. Infelizmente por serem expostas algumas dessas doen&ccedil;as trazem a impress&atilde;o de serem contagiosas&rdquo;</em>, diz Dra Camila Novak de Freitas, dermatologista em Palmas.<br />
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Segundo a dermatologista, atitudes como &ldquo;medo de tocar&rdquo; em pessoas com essas doen&ccedil;as &eacute; comum, e comprometem bastante a autoestima e a socializa&ccedil;&atilde;o do paciente. Ela refor&ccedil;a que os indiv&iacute;duos com problemas de pele geralmente s&atilde;o marginalizados no dia a dia devido &agrave; falta de informa&ccedil;&atilde;o que circunda a sociedade. Muitos enfrentam discrimina&ccedil;&atilde;o no ambiente de trabalho, na escola e na fam&iacute;lia. <em>&ldquo;Muitos pacientes desenvolvam depress&atilde;o, ansiedade e ang&uacute;stia por causa de rea&ccedil;&otilde;es negativas da popula&ccedil;&atilde;o diante de enfermidades que passam longe da condi&ccedil;&atilde;o de contagiosas&rdquo;,</em> completa.<br />
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No caso da psor&iacute;ase, a doen&ccedil;a &eacute; cr&ocirc;nica e n&atilde;o tem cura, mas &eacute; poss&iacute;vel conviver com ela e control&aacute;-la, desde que haja um tratamento adequado e acesso aos medicamentos necess&aacute;rios. &ldquo;<em>&Eacute; poss&iacute;vel ter qualidade de vida, pois h&aacute; muitos tratamentos que v&atilde;o desde a utiliza&ccedil;&atilde;o de hidratantes, medica&ccedil;&otilde;es t&oacute;picas, fototerapia, at&eacute; as medica&ccedil;&otilde;es de uso via oral e injet&aacute;vel&rdquo;</em>, afirma Dra Camila Novak de Freitas.<br />
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<em>&ldquo;Mais do que tratar as doen&ccedil;as, o papel do dermatologista &eacute; tamb&eacute;m educar a popula&ccedil;&atilde;o no sentido de conscientiz&aacute;-la da n&atilde;o transmissibilidade dessas doen&ccedil;as, diminuindo o preconceito e aumentando a autoestima do doente e das fam&iacute;lias envolvidas&rdquo;</em>, finaliza Dra Camila Novak de Freitas</span>

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