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Monumento Natural das Árvores Fossilizadas fortalece turismo ecológico

admin -

<span style="font-size:14px;">Com a inaugura&ccedil;&atilde;o do Centro de Recep&ccedil;&atilde;o de Visitantes do Monumento Nacional das &Aacute;rvores Fossilizadas do Tocantins (MNAFTO), localizado no distrito de Biel&acirc;ndia, munic&iacute;pio de Filad&eacute;lfia, a 438 quil&ocirc;metros de Palmas, o Estado vai contar com estrutura adequada para receber profissionais e acad&ecirc;micos que visitam o local. A estrutura inaugurada pelo governador Marcelo Miranda nesta ter&ccedil;a-feira, 2, conta com sede administrativa, banheiros, alojamentos masculinos e femininos, audit&oacute;rio e garagem.<br />
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Para a constru&ccedil;&atilde;o do centro, foi investido cerca de R$ 1 milh&atilde;o, com recursos de parceria do Governo do Estado com o Banco Mundial. Segundo o supervisor de gest&atilde;o da Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o do Monumento Natural das &Aacute;rvores Fossilizadas do Tocantins Setentrional, Herm&iacute;sio Alecrim Aires, a maioria dos grupos de visitantes do s&iacute;tio paleontol&oacute;gico &eacute; composta de estudantes secundaristas e acad&ecirc;micos de diversas regi&otilde;es do Pa&iacute;s. &ldquo;Recebemos grupos de 25, 30 pessoas, mas agora para junho j&aacute; temos reservas de 50 pessoas interessadas em conhecer o local&rdquo;, afirmou.<br />
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<img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/Foto%203%20-%20Marina%20Bitar%20Secom.jpg" style="width: 300px; height: 184px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />O monumento &eacute; a floresta petrificada mais importante do Hemisf&eacute;rio Sul do per&iacute;odo Permiano, que vai desde 299 at&eacute; 250 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s. Al&eacute;m de ser objeto de pesquisa de diversos segmentos profissionais e acad&ecirc;micos, o monumento poder&aacute; tamb&eacute;m gerar renda para a popula&ccedil;&atilde;o local com a utiliza&ccedil;&atilde;o da atividade tur&iacute;stica, garantindo o desenvolvimento do setor, al&eacute;m de favorecer o surgimento de novos postos de trabalho e a qualifica&ccedil;&atilde;o da comunidade local.<br />
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<u><strong>Comunidade local</strong></u><br />
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O trabalhador rural Rosiel Martins de Brito, natural do distrito de Biel&acirc;ndia, desde crian&ccedil;a convive com os f&oacute;sseis de plantas e vegetais do per&iacute;odo geol&oacute;gico Permiano. Com o passar do tempo, ele buscou o conhecimento e, atualmente, &eacute; o &uacute;nico condutor habilitado na regi&atilde;o para levar os visitantes ao s&iacute;tio paleontol&oacute;gico Buritirana, localizado a cerca de 20 quil&ocirc;metros do distrito de Biel&acirc;ndia. &ldquo;O pessoal da regi&atilde;o chamava as pe&ccedil;as de pedra de pau. A gente nunca entendeu direito porque era assim, mas agora sabemos a import&acirc;ncia hist&oacute;rica deste local&rdquo;, afirmou.<br />
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Ainda segundo o condutor, com a estrutura inaugurada pelo Governo, mais turistas devem chegar ao local, o que &eacute; uma motiva&ccedil;&atilde;o para que os moradores busquem capacita&ccedil;&atilde;o. <em>&ldquo;Tenho certeza que, com a inaugura&ccedil;&atilde;o do Centro de Visitantes, muitas pessoas v&atilde;o ficar interessadas em vir aqui conhecer e n&oacute;s moradores precisamos estar preparados para gerar renda com isso</em>&rdquo;, afirmou.<br />
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J&aacute; a empres&aacute;ria Duane Ribeiro, dona de um pequeno restaurante no distrito, acredita que com a divulga&ccedil;&atilde;o do monumento nos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o, mais estudantes e turistas vir&atilde;o para o pequeno povoado para ver de perto os f&oacute;sseis de vegetais. <em>&ldquo;Sempre que a gente percebe que tem um grupo de visitantes na sede do monumento j&aacute; oferece refei&ccedil;&atilde;o com um pre&ccedil;o diferenciado para estudantes. Acredito que muitos turistas vir&atilde;o conhecer o local e isso &eacute; muito bom pra n&oacute;s que moramos aqui&rdquo;</em>, afirmou.<br />
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<u><strong>Incentivo &agrave; pesquisa</strong></u><br />
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Al&eacute;m de promover a atividade tur&iacute;stica, a estrutura administrativa do Monumento Natural das &Aacute;rvores Fossilizadas vai contribuir para a forma&ccedil;&atilde;o profissional dos estudantes tocantinenses. Para a acad&ecirc;mica do curso de Biologia da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Aragua&iacute;na, Ism&ecirc;nia Fenelon Pereira, a nova estrutura vai garantir mais conforto aos estudantes que vierem visitar o afloramento arqueol&oacute;gico. <em>&ldquo;Muitas vezes nossos trabalhos duram mais que um dia aqui em Biel&acirc;ndia e com este centro, os estudantes poder&atilde;o ficar alojados aqui mesmo&rdquo;</em>, afirmou.<br />
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De acordo com a paleont&oacute;loga Etiene Fabbrin, professora da UFT, com a inaugura&ccedil;&atilde;o do centro, pesquisadores do Brasil e do mundo v&atilde;o poder contar com um espa&ccedil;o com maior conforto e estrutura para realizar pesquisas e estudos. A professora ressaltou ainda que o local pode inclusive promover uma modalidade n&atilde;o muito conhecida de aproveitamento tur&iacute;stico, que &eacute; o turismo cient&iacute;fico. &ldquo;<em>Toda a comunidade paleont&oacute;loga e de cientistas do mundo conhecem este local e agora eles poder&atilde;o tamb&eacute;m contribuir no desenvolvimento econ&ocirc;mico local. &Eacute; preciso que haja ent&atilde;o trabalhos de capacita&ccedil;&atilde;o da comunidade para receber estes pesquisadores e turistas&rdquo;</em>, afirmou.<br />
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<u><strong>&Aacute;rvores Fossilizadas</strong></u><br />
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<img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/Foto%204%20-%20Monumento%20Natural%20Natural%20das%20Arvores%20Fossilizadas%20do%20Tocantins-Afloramento%20da%20Fazenda%20Buritirana-Foto%20Carlos%20Magno.JPG" style="width: 300px; height: 180px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />O MNAFTO completa 15 anos no dia 5 de outubro. O local abriga a mais completa floresta fossilizada do mundo. Esta floresta viveu no Per&iacute;odo Permiano da Era Paleoz&oacute;ica, entre 250 e 295 milh&otilde;es de anos. No final deste per&iacute;odo, nosso planeta assistiu &agrave; maior extin&ccedil;&atilde;o em massa da fauna e flora jamais ocorrida, em que aproximadamente 90% das esp&eacute;cies marinhas e talvez 70% das terrestres desapareceram.<br />
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O acervo natural ocupa uma &aacute;rea de 32 mil hectares do cerrado tocantinense. O monumento &eacute; uma unidade de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental do Estado que foi criada pela Lei 1.179 de outubro de 2000. De acordo com pesquisas realizadas no local, os f&oacute;sseis t&ecirc;m mais de 250 milh&otilde;es de anos, sendo assim, s&atilde;o anteriores aos dinossauros. Entre os principais f&oacute;sseis encontrados no monumento destacam-se as samambaias arborescentes.<br />
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O monumento &eacute; procurado por ge&oacute;logos, historiadores e pesquisadores. Os interessados em conhecer o local devem agendar a visita pelo telefone (63) 3391-1034, ou na Coordenadoria de Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o em Palmas, no n&uacute;mero (63) 3218-1034.</span><br />

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