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Os maus exemplos

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Gabriel Bocorny Guidotti</u><br />
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Muito se fala dos maus exemplos dados pelos pol&iacute;ticos. Ser&aacute; que os maus exemplos s&atilde;o apenas deles? O dia a dia prova que n&atilde;o. Basta… sair &agrave;s ruas e observar. Creio que existem classes de indiv&iacute;duos em nossa sociedade. N&atilde;o me interpretem equivocadamente, pois n&atilde;o falo de dinheiro. Falo de honestidade. Sim, h&aacute; cidad&atilde;os honestos. H&aacute; tamb&eacute;m corruptos. Assim sendo, temos jardas a avan&ccedil;ar no campo da civilidade.<br />
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Falei de classes de indiv&iacute;duos. Gostaria de explic&aacute;-las, uma a uma. H&aacute; os s&aacute;bios. Homens riqu&iacute;ssimos; vencem pela raz&atilde;o. Os moderados n&atilde;o se envolvem com nada, apenas atribuem a situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s a um descompasso hist&oacute;rico-social da na&ccedil;&atilde;o. Os ignorantes, por sua vez, n&atilde;o assumem nomes ou ideologias: ficam com quem lhes beneficiar mais. Todas pensam o pa&iacute;s, &agrave; sua maneira. Existem outras categorias. Assim como as tr&ecirc;s anteriores, a maioria convive ou provoca o &lsquo;jeitinho brasileiro&rsquo;, uma forma de tirar vantagem em certas situa&ccedil;&otilde;es.<br />
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Quando ocorre o jeitinho, o infrator considera a situa&ccedil;&atilde;o particular como mais importante que a norma universal e, dessa forma, analisa por outro &acirc;ngulo, priorizando o seu caso espec&iacute;fico. O pessoal passa a ser mais importante que o coletivo. Furar a fila, dissimular, ultrapassar o final vermelho &ndash; exemplos t&atilde;o comuns. O rombo material pode ser pequeno, mas o atentado moral n&atilde;o tem medi&ccedil;&atilde;o.<br />
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Os agentes do &lsquo;jeitinho&rsquo; se al&ccedil;am para acima da cr&iacute;tica e das normas impositivas de uma sociedade. Sem melindres, removem-se da equa&ccedil;&atilde;o de &lsquo;cidad&atilde;o comum&rsquo;, um mero cumpridor da lei, para assumir a fun&ccedil;&atilde;o de legislador pessoal, remodelando as regras conforme suas pr&oacute;prias conveni&ecirc;ncias. Que import&acirc;ncia tem alguns bilh&otilde;es em um pa&iacute;s que move outros tantos bilh&otilde;es no plano econ&ocirc;mico? Talvez seja este o crit&eacute;rio de nossos ilustres mandat&aacute;rios no exerc&iacute;cio de seu poder. A lama da Petrobras que o diga.<br />
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S&aacute;bios, moderados, ignorantes. Qualquer seja seu agrupamento, o Brasil precisa de cidad&atilde;os conscientes. O fen&ocirc;meno do jeitinho est&aacute; t&atilde;o incrustado na g&ecirc;nese de nosso pa&iacute;s, que testar o povo geraria apenas desapontamento. Para reclamar, somos insistentes e incorrig&iacute;veis. Para mudar, contudo, leva muito tempo e ningu&eacute;m olha para o pr&oacute;prio umbigo. Se alterar essa realidade &eacute; uma pretens&atilde;o, atitudes med&iacute;ocres precisam ser condenadas, com rigor. Inequivocamente, &eacute; o povo que patrocina o que se v&ecirc; na pol&iacute;tica.</span><br />
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<span style="font-size:14px;"><u><em>Gabriel Bocorny Guidotti</em></u> -&nbsp;</span><span style="font-size:14px;">Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo.<br />
Porto Alegre &ndash; RS</span>

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