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Filho é prefeito, mas quem manda é o pai; MPE apresenta denúncia e pede afastamento

admin -

<span style="font-size:14px;">O Procurador-Geral de Justi&ccedil;a apresentou, nesta quinta-feira (11), den&uacute;ncia contra o prefeito de Almas (TO), Leonardo Sette Cintra, e seu pai, Osmar Lima Cintra. A den&uacute;ncia pede o afastamento do prefeito, sob alega&ccedil;&atilde;o de que ele vem cometendo crime de prevarica&ccedil;&atilde;o ao transferir as responsabilidades do cargo ao seu pai, contra quem pesa a den&uacute;ncia de crime de usurpa&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<br />
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Segundo uma s&eacute;rie de depoimentos colhidos pelo MPE, Leonardo Cintra pouco participa da vida administrativa e pol&iacute;tica da cidade. Diante disso, &eacute; Osmar Cintra quem despacha em seu gabinete, participa de solenidades, de reuni&otilde;es e decide sobre contrata&ccedil;&otilde;es e demiss&otilde;es, entre outros atos. Na den&uacute;ncia, constam v&iacute;deos e &aacute;udios que atestam essa usurpa&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o, inclusive com imagens nas quais o pai do prefeito participa de sess&otilde;es da C&acirc;mara de Vereadores e toma decis&otilde;es que caberiam ao chefe do Executivo.<br />
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Ao exercer irregularmente o cargo de prefeito, Osmar Cintra teria praticado tamb&eacute;m o crime de tr&aacute;fico de influ&ecirc;ncia, por intervir nas decis&otilde;es que t&ecirc;m que ser tomadas pelo filho, inclusive convocando reuni&otilde;es e assumindo compromissos em seu nome.<br />
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<strong><u>Prevarica&ccedil;&atilde;o</u></strong><br />
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<img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/osmar.jpg" style="width: 300px; height: 221px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />O prefeito de Almas est&aacute;, atualmente, em seu segundo mandato. Segundo a den&uacute;ncia, a irregularidade quanto &agrave; prevarica&ccedil;&atilde;o persiste desde o primeiro mandato (2009-2012), &eacute;poca em que ele frequentou um curso de gradua&ccedil;&atilde;o, diurno, na cidade de Gurupi, distante 300 quil&ocirc;metros de Almas.<br />
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Apesar de seus afastamentos serem frequentes e costumarem superar 15 dias, Leonardo Cintra nunca teria informado nenhuma aus&ecirc;ncia &agrave; C&acirc;mara de Vereadores, a fim de que o vice-prefeito fosse convocado para assumir o cargo, no que contrariou a Lei Org&acirc;nica do munic&iacute;pio de Almas. Em depoimento, o vice-prefeito, Jurimar Trindade, se disse &quot;constrangido&quot; diante da situa&ccedil;&atilde;o. Segundo ele, a C&acirc;mara de Vereadores n&atilde;o tem peso para interferir, j&aacute; que, dos nove vereadores, seis s&atilde;o base aliada ao prefeito e costumam agir sob influ&ecirc;ncia de Osmar Cintra.<br />
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Tamb&eacute;m em depoimento, o vereador e ex-presidente da C&acirc;mara Municipal, Narciso Marcos Alves Borges, disse que, em uma a&ccedil;&atilde;o articulada pelo pai do prefeito, foi retirado da presid&ecirc;ncia antes do fim do mandato de dois anos, em dezembro de 2014. O motivo seria sua insurg&ecirc;ncia contra os atos praticados por Osmar Cintra.<br />
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<em>&quot;Por tudo que &eacute; exposto, &eacute; n&iacute;tido que pai e filho n&atilde;o respeitam a lei, os mun&iacute;cipes, os eleitores, os agentes p&uacute;blicos que insurgem contra suas arbitrariedades e, muito menos, a pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&quot;</em>, alega o Procurador-Geral de Justi&ccedil;a do Tocantins, Clenan Renaut de Melo Pereira, que assina a den&uacute;ncia.<br />
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<u><strong>Prote&ccedil;&atilde;o</strong></u><br />
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O Procurador-Geral de Justi&ccedil;a justifica o pedido de afastamento do prefeito como medida necess&aacute;ria &agrave; prote&ccedil;&atilde;o das testemunhas, j&aacute; que a maioria delas alegou ter sofrido algum tipo de retalia&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s denunciarem a situa&ccedil;&atilde;o ao MPE.<br />
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Tamb&eacute;m visa impedir que o prefeito manipule, fraude ou destrua documentos p&uacute;blicos que possam incrimin&aacute;-lo, j&aacute; que h&aacute; ind&iacute;cios de outros crimes sendo investigados pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico, inclusive um quanto a suposta apropria&ccedil;&atilde;o ind&eacute;bita de recursos previdenci&aacute;rios.</span>

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