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Pará proíbe comércio de frango do Tocantins alegando 'segurança sanitária' e produtores têm prejuízos

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Norte Agropecu&aacute;rio</u><br />
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Sem estudos t&eacute;cnicos que comprovem eventuais irregularidades ou riscos &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, a Ag&ecirc;ncia de Defesa Agropecu&aacute;ria do Par&aacute; (Adepar&aacute;) mant&eacute;m fechada, desde 27 de mar&ccedil;o, a fronteira para a entrada de frangos de corte, criados no Tocantins. Com isso, dezenas de milhares de aves deixam de ser vendidas, reduzindo o faturamento das empresas tocantinenses, inibindo a expans&atilde;o dos neg&oacute;cios e da gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda, al&eacute;m de, consequentemente, prejudicar a arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria do estado.<br />
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O fechamento da fronteira ao frango de corte vindo do Tocantins foi decretado pela Adepar&aacute;, por meio da portaria n&ordm; 961, de 27/03/2015, alegando seguran&ccedil;a sanit&aacute;ria. O propriet&aacute;rio da Granja FrigoAves, de Paragominas (PA), Jos&eacute; Luiz Alves &ndash; tradicional comprador de frangos do Tocantins &ndash; e o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Avicultores do Norte do Tocantins (Avinto), Carlos Alberto Guimar&atilde;es Labre, alegam que a portaria da Adepar&aacute; atende aos interesses diretos de um grupo de empresas criadoras e abatedoras de frango de corte situadas no Par&aacute; que, assim, foi beneficiado por uma reserva de mercado.<br />
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Sem a livre concorr&ecirc;ncia, a oferta do produto &eacute; menor e aqueles fornecedores locais ficam &agrave; vontade para reajustar os pre&ccedil;os a qualquer momento. Notas fiscais comprovam a infla&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica do pre&ccedil;o do frango de corte no Par&aacute;. Uma mesma fornecedora das aves, situada em Ananindeua (PA), vendeu a R$ 3,50 o quilo do frango, em 31 de mar&ccedil;o de 2015 (antes da a&ccedil;&atilde;o da Adepar&aacute;, em 27 de mar&ccedil;o); poucos dias depois, em 7 de abril, o frango j&aacute; era vendido a R$ 3,90 o quilo, ou seja, um salto de 11,5% de uma vez em apenas uma semana.<br />
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<u><strong>Produtores</strong></u><br />
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Em contraponto &agrave; Adepar&aacute;, os criadores tocantinenses apresentam atestados sanit&aacute;rios, entre outros, que comprovam a qualidade das aves para consumo humano. Os frangos de corte do Tocantins s&atilde;o vendidos normalmente nos estados do Maranh&atilde;o, Piau&iacute;, Goi&aacute;s e tamb&eacute;m no Distrito Federal, al&eacute;m de serem exportados, obedecendo a uma s&eacute;rie de exig&ecirc;ncias, inclusive sanit&aacute;rias, dos pa&iacute;ses compradores.<br />
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Labre, da Avinto, &eacute; enf&aacute;tico ao afirmar que alega&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias n&atilde;o podem justificar o impedimento das vendas porque a estrutura dos criadores e abatedouros do Tocantins atendem a todos os requisitos legais: &ldquo;nossos galp&otilde;es s&atilde;o de &uacute;ltima gera&ccedil;&atilde;o, bem melhores do que os em uso no Par&aacute;&rdquo;. Apesar dos argumentos, os produtores do Tocantins reclamam que s&atilde;o solenemente ignorados pelas autoridades p&uacute;blicas paraenses. Eles esperam que a Ministra da Agricultura, K&aacute;tia Abreu, se manifeste publicamente sobre o caso.<br />
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O posicionamento firme das autoridades federais &eacute; importante, j&aacute; que, al&eacute;m dos preju&iacute;zos no Tocantins, tamb&eacute;m h&aacute; problemas gerados no Par&aacute;: como a produ&ccedil;&atilde;o local de frango de corte n&atilde;o atende &agrave; demanda da popula&ccedil;&atilde;o paraense, a a&ccedil;&atilde;o intempestiva da ag&ecirc;ncia governamental daquele estado provocou infla&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica no pre&ccedil;o do produto para varejistas e consumidores &ndash; em especial os de baixa renda, os maiores compradores da ave. J&aacute; os fornecedores paraenses de frango de corte reajustam os pre&ccedil;os &agrave; vontade.<br />
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