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Câmara de Araguaína aprova emenda de Terciliano Gomes que retira “ideologia de gênero” do Plano de Educação

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Da Redação

A Câmara Municipal de Araguaína (TO) aprovou, por maioria, uma emenda modificativa de autoria do vereador Terciliano Gomes (SD) que retira a expressão “gênero” do Plano Municipal de Educação, que terá vigência pelos próximos 10 anos. O Projeto de Lei passou por primeira votação nesta segunda-feira (22) e segue para mais duas apreciações pelo plenário.

As vereadoras Rejane Socorro (DEM) e Silvinia Pires (PT) não estavam no momento da votação. A apreciação da matéria foi acompanhada por diversos grupos e líderes religiosos que defenderam a retirada da expressão “ideologia de gênero” do Plano Municipal.

A inclusão do tema nos Planos Estaduais e Municipais de Educação tem sido alvo de constantes críticas e polêmicas, principalmente por parte de religiosos e fieis das mais variadas igrejas.

Para o autor da emenda, vereador Terciliano Gomes, “não é aceitável repassar atribuições das famílias, dos pais e mães aos professores”. “Quem tem que educar e orientar os filhos sexualmente são os pais e não as escolas”, afirmou o parlamentar.

Terciliano ainda agradeceu aos líderes religiosos pela participação durante a apreciação da matéria. “Neste processo tivemos um apoio incondicional de líderes religiosos, dos evangélicos através do gabinete do deputado estadual Eli Borges e dos católicos por meio de nossos padres bem como do Ministério de Fé e Política e de outros seguimentos como a pastoral da Família”, destacou o vereador.

Para os líderes religiosos, a expressão “gênero” representa a linha de frente de uma das mais devastadoras ideologias que pretendem reconstruir a sociedade através da destruição da instituição família, enquanto originária da união entre homem e mulher, utilizando o sistema educacional.

O termo “gênero” significa a autopercepção que cada ser humano tem acerca de sua própria sexualidade, o que não coincide necessariamente com a sexualidade, quando considerada biologicamente (homem ou mulher).

A expressão entrou no cenário político internacional na Conferência sobre a Discriminação contra as Mulheres, realizada em 1995 pela ONU em Pequim.

Conforme a justificativa da emenda aprovada na Câmara, sustentar que o sistema educacional deve ter como meta a igualdade de gênero, significa dizer que deverá ensinar aos jovens que suas sexualidades não dependem de sua biologia, mas de convenções impostas pela sociedade.


(Grupos religiosos acompanharam a votação na Câmara Municipal de Araguaína)

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