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Advogado diz que Rio Araguaia sofreu "profundas degradações" e "agoniza" proteção de seus recursos

admin -

<span style="font-size:14px;">Para muitos, m&ecirc;s de julho &eacute; sin&ocirc;nimo de Araguaia. Nesta &eacute;poca de f&eacute;rias, turistas de todo o pa&iacute;s aproveitam as praias de &aacute;gua doce formadas no rio, j&aacute; que neste per&iacute;odo o n&iacute;vel est&aacute; mais baixo e permite a forma&ccedil;&atilde;o de acampamentos em Goi&aacute;s, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Par&aacute;.<br />
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O advogado agroambiental Marcelo Feitosa destaca que, al&eacute;m de ser lembrado como op&ccedil;&atilde;o de lazer nas f&eacute;rias, o Araguaia &eacute; um dos maiores patrim&ocirc;nios ambientais do Estado, mas alerta: <em>&ldquo;O rio agoniza em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de seus recursos ecol&oacute;gicos&rdquo;.</em><br />
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Segundo Feitosa, o Araguaia sofreu profundas degrada&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos anos em raz&atilde;o de interfer&ecirc;ncias ocasionadas pelo homem e pela aus&ecirc;ncia de efetiva fiscaliza&ccedil;&atilde;o ambiental por parte do Estado.&nbsp; Ele acrescenta que a altera&ccedil;&atilde;o mais f&aacute;cil de se constatar &eacute; a diminui&ccedil;&atilde;o significativa da ictiofauna (conjunto das esp&eacute;cies de peixes).<br />
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<em><img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/MARCELO1657.jpg" style="width: 300px; height: 198px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />&ldquo;Em virtude da baixa presen&ccedil;a do Poder P&uacute;blico para fazer a sua vigil&acirc;ncia, o n&uacute;mero de esp&eacute;cies de peixes tem reduzido expressivamente. A pesca indiscriminada, inclusive dentro de &aacute;reas terminantemente proibidas, &eacute; um exemplo de destrui&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica do rio. Al&eacute;m disso, vale frisar que o aumento da quantidade de esp&eacute;cies de botos tem ocasionado um forte impacto no seu equil&iacute;brio ambiental&rdquo;</em>, explica.<br />
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<strong><u>Penalidades</u></strong><br />
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Para o advogado, para reverter este quadro, &eacute; preciso adotar medidas pontuais de proibi&ccedil;&atilde;o completa da pesca esportiva por um per&iacute;odo de cinco anos. Marcelo Feitosa ainda refor&ccedil;a que a agricultura e a pecu&aacute;ria podem ser prejudiciais &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o ambiental da biodiversidade da regi&atilde;o do rio. Diante disso, destaca a import&acirc;ncia de se utilizar a tecnologia, por meio da capta&ccedil;&atilde;o de imagens pelo Estado, para aplica&ccedil;&atilde;o de penalidades administrativas e das medidas punitivas judiciais.<br />
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<em>&ldquo;Fato incontroverso que o Araguaia de hoje j&aacute; n&atilde;o &eacute; mais o mesmo de 10 ou at&eacute; mesmo 15 anos atr&aacute;s. Deveria ser o contr&aacute;rio, pois se houvesse educa&ccedil;&atilde;o ambiental e acompanhamento efetivo dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, caminhar&iacute;amos para uma realidade bastante distinta. O rio agoniza, mas o que me acalma &eacute; que ainda h&aacute; tempo para se reverter este quadro. Depende de esfor&ccedil;os coletivos e de muita vontade pol&iacute;tica&rdquo;,</em> arremata Feitosa. (Vin&iacute;cius Braga)</span>

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