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"Marcelo está a caminho de um recorde: ser cassado duas vezes do mesmo cargo", diz Revista Veja

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Da Reda&ccedil;&atilde;o</u><br />
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Reportagem da Revista Veja, publicada neste s&aacute;bado (4), diz que o governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB) est&aacute; prestes de conseguir algo in&eacute;dito, um recorde: &quot;ser cassado duas vezes no mesmo cargo&quot;.<br />
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A mat&eacute;ria relata o emblem&aacute;tico caso do dinheiro encontrado em um avi&atilde;o que, segundo o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Eleitoral, seria utilizado na campanha do peemedebista nas elei&ccedil;&otilde;es 2014. Confira:<br />
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<a href="http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-caminho-de-um-recorde-ser-cassado-duas-vezes-do-mesmo-cargo-1" target="_blank"><span style="font-size:14px;"><em><u>A caminho de um recorde: ser cassado duas vezes do mesmo cargo</u></em></span></a><br />
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<span style="font-size:14px;">O governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), pode entrar para a hist&oacute;ria. Mas n&atilde;o pela porta da frente. Se uma a&ccedil;&atilde;o que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Eleitoral apresentou contra ele na semana passada avan&ccedil;ar, ele pode se tornar o primeiro governador brasileiro a ser cassado duas vezes do cargo. Em 2009, o Tribunal Superior Eleitoral cassou seu mandato, por unanimidade, porque ele criou milhares de cargos e nomeou funcion&aacute;rios para conseguir votos. Al&eacute;m disso, doou mais de 5 000 lotes e 81 000 &oacute;culos para pessoas carentes, com o mesm&iacute;ssimo objetivo. A puni&ccedil;&atilde;o, no entanto, parece n&atilde;o ter surtido efeito. Desta vez, ele &eacute; acusado de captar e gastar de maneira ilegal recursos para sua campanha e abuso de poder pol&iacute;tico. A pena, se for condenado, &eacute; a mesma, a cassa&ccedil;&atilde;o.<br />
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Em 18 de setembro do ano passado, duas semanas antes do primeiro turno da elei&ccedil;&atilde;o, cinco pessoas foram presas num avi&atilde;o em Piracanjuba, no estado de Goi&aacute;s, com 500 000 reais em dinheiro. O objetivo da opera&ccedil;&atilde;o era combater o tr&aacute;fico de drogas, mas os policiais acabaram encontrando, segundo o procurador eleitoral George Lodder, dinheiro &quot;com o fito de fomentar caixa 2 destinado aos, &agrave; &eacute;poca, candidatos ao governo do Estado do Tocantins Marcelo de Carvalho Miranda e Cl&aacute;udia Telles de Menezes Pires Martins Lelis (sua vice na chapa), bem como 3,6 quilos de santinhos referentes a Carlos Henrique Amorim (Gaguim), aspirante ao cargo de deputado federal&quot;.<br />
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Segundo o procurador, um homem que foi preso quando o dinheiro foi apreendido, Douglas Alencar Schimitt, disse trabalhar para o pol&iacute;tico. Schimitt alegou que era &quot;um dos respons&aacute;veis pela campanha de Marcelo Miranda, e como o referido pol&iacute;tico est&aacute; com as contas banc&aacute;rias bloqueadas, ficou respons&aacute;vel por encontrar laranjas que pudessem emprestar contas para dep&oacute;sitos e saques de grandes quantias de dinheiro que seriam utilizadas na campanha&quot;.<br />
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Depois, o homem negou as declara&ccedil;&otilde;es e disse integrar um grupo pol&iacute;tico advers&aacute;rio, mas a mudan&ccedil;a na vers&atilde;o n&atilde;o convenceu o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, at&eacute; porque h&aacute; outros ind&iacute;cios que ligam o dinheiro a Miranda: no dia da apreens&atilde;o, o piloto do avi&atilde;o, Roberto Carlos Barbosa, ligou sete vezes para Cleanto Carlos de Oliveira, coordenador de voos da campanha do PMDB. Ao ser preso, Schimitt tamb&eacute;m fez a sua primeira liga&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica para a mesma pessoa, Cleanto.<br />
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Se o enredo depois da apreens&atilde;o liga o dinheiro ao governador, o que aconteceu antes dela s&oacute; completa o quadro. Tr&ecirc;s dias antes da apreens&atilde;o, o irm&atilde;o do governador, Jos&eacute; Miranda Junior, havia enviado uma mensagem de texto para um dos detidos, Marco Antonio Roriz, com o n&uacute;mero e o nome de Douglas Schimitt. Na resposta: &quot;Acertei com Douglas ok!&quot;. No dia seguinte, segundo a Procuradoria Eleitoral, Roriz levou Schimitt &agrave; Consult Factoring — uma empresa criada meses antes, em nome de dois jovens de 19 anos — para recolher doze cheques que totalizavam mais de 1,5 milh&atilde;o de reais. Um dia antes da deten&ccedil;&atilde;o, Roriz avisa ao irm&atilde;o do governador: &quot;Saindo Piracanjuba ok!&quot;. Piracanjuba, a mesma cidade onde no dia seguinte o avi&atilde;o com 500 000 reais foi apreendido.<br />
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Para o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, tudo isso indica que &quot;promoveu-se ampla circula&ccedil;&atilde;o de capitais, como forma de esconder a sua origem e que se destinava &agrave; campanha de Marcelo de Carvalho Miranda&quot;. Se a Justi&ccedil;a concordar, Miranda se tornar&aacute; o primeiro governador a ser cassado duas vezes. Um recorde pouco louv&aacute;vel.</span>

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