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Justiça afasta do cargo prefeito que deixava o pai comandar os negócios na Prefeitura; vice assumirá

admin -

<span style="font-size:14px;">O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual (MPE) obteve na Justi&ccedil;a, nesta quinta-feira, 9, liminar que determinou o afastamento do prefeito de Almas, Leonardo Sette Cintra, pelo crime de prevarica&ccedil;&atilde;o e pela participa&ccedil;&atilde;o no delito de usurpa&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, praticada pelo seu pai, Osmar Lima Cintra. Com a decis&atilde;o, a C&acirc;mara de Vereadores tem o prazo de 24 horas para dar posse ao vice-prefeito, Jurimar Trindade.<br />
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Segundo uma s&eacute;rie de depoimentos colhidos pelo MPE, Leonardo Cintra pouco participa da vida administrativa e pol&iacute;tica da cidade, o que configura crime de prevarica&ccedil;&atilde;o. Diante disso, &eacute; seu pai quem despacha no gabinete do prefeito, participa de solenidades, de reuni&otilde;es e decide sobre contrata&ccedil;&otilde;es e demiss&otilde;es, entre outros atos, praticando usurpa&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<br />
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Leonardo Sette Cintra deve ficar afastado at&eacute; o julgamento da den&uacute;ncia apresentada pelo MPE, por meio do Procurador-Geral de Justi&ccedil;a, Clenan Renaut de Melo Pereira. A decis&atilde;o que afastou o prefeito foi proferida pela ju&iacute;za Silvana Maria Parfieniuk.<br />
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O pedido de afastamento foi justificado pelo MPE como medida necess&aacute;ria &agrave; prote&ccedil;&atilde;o das testemunhas, j&aacute; que a maioria delas alegou ter sofrido algum tipo de retalia&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s denunciar as ilegalidades que v&ecirc;m ocorrendo na Prefeitura de Almas. Tamb&eacute;m justificou ser necess&aacute;rio para impedir que o prefeito manipule, fraude ou destrua documentos p&uacute;blicos que possam incrimin&aacute;-lo. Al&eacute;m de acatar esses argumentos do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual, a magistrada acrescentou ser necess&aacute;rio o afastamento do prefeito como forma de evitar a continuidade das pr&aacute;ticas ilegais e de preservar a moralidade administrativa na cidade.<br />
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<strong><u>A acusa&ccedil;&atilde;o</u></strong><br />
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Apesar dos afastamentos de Leonardo Cintra serem frequentes e costumarem superar 15 dias, ele nunca teria informado nenhuma aus&ecirc;ncia &agrave; C&acirc;mara de Vereadores, a fim de que o vice-prefeito fosse convocado para assumir o cargo, no que contrariou a Lei Org&acirc;nica do munic&iacute;pio de Almas. Em depoimento, o vice-prefeito, Jurimar Trindade, se disse &ldquo;constrangido&rdquo; diante da situa&ccedil;&atilde;o. Segundo ele, a C&acirc;mara de Vereadores n&atilde;o tem peso para interferir, j&aacute; que, dos nove vereadores, seis s&atilde;o base aliada ao prefeito e costumam agir sob influ&ecirc;ncia de Osmar Cintra.<br />
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Na den&uacute;ncia, constam v&iacute;deos e &aacute;udios que atestam a usurpa&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o praticada por Osmar Lima Cintra, inclusive com imagens nas quais ele participa de sess&otilde;es da C&acirc;mara de Vereadores e toma decis&otilde;es que caberiam exclusivamente ao chefe do Executivo. Tamb&eacute;m pesa contra o pai do prefeito, na mesma den&uacute;ncia, a acusa&ccedil;&atilde;o de crime de tr&aacute;fico de influ&ecirc;ncia, por intervir nas decis&otilde;es que t&ecirc;m que ser tomadas pelo filho, inclusive assumindo compromissos em seu nome.</span>

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