Sobral – 300×100
Seet

Farra das pontes nos governos de Siqueira e Marcelo é destaque no Jornal Nacional; "dinheiro foi roubado", diz MPE

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Da Reda&ccedil;&atilde;o</u><br />
<br />
A vergonhosa farra das pontes no Estado mais jovem do Brasil foi repercutida pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta sexta-feira (10) em reportagem com mais de 3 minutos de dura&ccedil;&atilde;o. O</span><span style="font-size:14px;">&nbsp;maior esc&acirc;ndalo da hist&oacute;ria do Tocantins tem como centro o atual governador Marcelo Miranda (PMDB) e o ex-governador Siqueira Campos (PSDB).</span><br />
<br />
<span style="font-size:14px;">Os contratos foram assinados no valor de R$ 262 milh&otilde;es, mas, ao final, o montante ultrapassou a cifra de R$ 1,4 bilh&atilde;o.&nbsp;<br />
<br />
<u><strong>Confira a reportagem do Jornal Nacional</strong></u><br />
<br />
Os brasileiros do estado do Tocantins est&atilde;o acompanhando uma batalha na Justi&ccedil;a que vale R$ 600 milh&otilde;es. &Eacute; dinheiro que eles ajudaram a juntar trabalhando e pagando impostos e que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico quer que seja devolvido aos cofres p&uacute;blicos. Segundo os procuradores, esse valor foi roubado em projetos superfaturados de 170 obras.<br />
<br />
A ponte que corta o s&iacute;tio do Seu Martinho &eacute; t&atilde;o longa que deu at&eacute; para fazer o curral debaixo dela.<br />
<br />
Jornal Nacional: O senhor estava aqui antes da ponte? A &aacute;gua j&aacute; chegou aqui alguma vez?<br />
<br />
Seu Martinho: Aqui, n&atilde;o. Depois que eu estou aqui, n&atilde;o.<br />
<br />
A ponte fica no leste do estado e tem 150 metros de comprimento, mas os peritos criminais afirmam que ela n&atilde;o precisaria passar dos 95 metros.<br />
<br />
O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual alega que, al&eacute;m de ser maior do que deveria, a obra foi feita sem licita&ccedil;&atilde;o.Tamb&eacute;m est&aacute; entre 111 pontes investigadas por uma for&ccedil;a-tarefa. Setenta e oito j&aacute; foram consideradas irregulares. Todas fazem parte de um pacote de obras licitado em 1998 e vencido por um cons&oacute;rcio formado pelas construtoras Emsa, R&iacute;voli e Construsan.<br />
<br />
&ldquo;Pontes que n&atilde;o estavam previstas no procedimento licitat&oacute;rio e foram constru&iacute;das no bojo desse contrato, superdimensionamento de pontes, superdimensionamento bastante grande, n&oacute;s tivemos superfaturamento de pre&ccedil;os&rdquo;, disse Airton Amilcar Machado Momo, promotor de Justi&ccedil;a.<br />
<br />
<img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/pontes.jpg" style="width: 300px; height: 195px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />O v&iacute;deo mostra um exemplo muito claro do que denunciou o Minist&eacute;rio P&uacute;blico. A refer&ecirc;ncia &eacute; a antiga ponte de madeira, que foi preservada. Ela tem 20 metros, &eacute; muito menor que a outra, de 75 metros. Aparentemente, uma ponte desse tamanho atenderia bem a travessia. Dos dois lados, ela vai al&eacute;m das margens do rio. E, olhando do alto, n&atilde;o d&aacute; para ver nenhum sinal, nem ind&iacute;cio de que a &aacute;gua suba tanto para justificar uma nova constru&ccedil;&atilde;o t&atilde;o grande.<br />
O pacote de obras licitado come&ccedil;ou estimado em R$ 262 milh&otilde;es. Foi assinado por R$ 411 milh&otilde;es. E o valor final passou de R$1,4 bilh&atilde;o<br />
<br />
A Justi&ccedil;a j&aacute; autorizou o bloqueio de R$540 milh&otilde;es das empresas e de servidores p&uacute;blicos. Entre os acusados est&atilde;o o atual governador, Marcelo Miranda, do PMDB, que era tamb&eacute;m governador na &eacute;poca, e o ex-governador Siqueira Campos, do PSDB.<br />
<br />
&quot;O Minist&eacute;rio P&uacute;blico sustenta que houve, sim, preju&iacute;zo ao er&aacute;rio, em raz&atilde;o de v&aacute;rias irregularidades, que s&atilde;o apontadas nas a&ccedil;&otilde;es e espera que a Justi&ccedil;a tamb&eacute;m assim reconhe&ccedil;a, ressarcindo o er&aacute;rio aonde deve ser ressarcido e fixando as demais san&ccedil;&otilde;es a lei de improbidade&quot;, disse Vin&iacute;cius de Oliveira e Silva, promotor de Justi&ccedil;a.<br />
<br />
<img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/siqueira%20e%20marcelo.jpg" style="width: 300px; height: 207px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: left;" />O governador Marcelo Miranda disse que o contrato das obras foi efetivado no governo de Siqueira Campos. E que j&aacute; recorreu da decis&atilde;o do bloqueio de bens.<br />
<br />
O ex-governador Siqueira Campos afirmou que n&atilde;o ordenou as despesas nem foi o respons&aacute;vel pelo pagamento das pontes. Ele tamb&eacute;m recorreu da decis&atilde;o do bloqueio de bens e disse que o processo de licita&ccedil;&atilde;o foi aprovado pelo Tribunal de Contas.<br />
<br />
A Construsan declarou que, apesar de estar no cons&oacute;rcio, n&atilde;o executou nenhuma obra dos contratos. A R&iacute;voli e a Emsa n&atilde;o se manifestaram.</span>

Comentários pelo Facebook: