Sobral – 300×100
Seet

Espécie de botos descoberta em 2014 começa a ser monitorada no Parque Estadual do Cantão

admin -

<span style="font-size:14px;">O censo do Boto do Araguaia (Inia araguaiensis), esp&eacute;cie descoberta em 2014 no Parque Estadual do Cant&atilde;o, come&ccedil;ou a ser realizado com o uso da tecnologia: um drone e um blimp com uma c&acirc;mera acoplada. A Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o, localizada entre os munic&iacute;pios de Caseara e Pium, &eacute; administrada pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). O censo est&aacute; sendo feito pelo Instituto Araguaia, com o apoio do Naturatins.<br />
<br />
Assim que o boto foi descoberto pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa) e a Universidade de Dundee, segundo o pesquisador do Instituto Araguaia George Georgiadis, a estimativa era que a popula&ccedil;&atilde;o de botos esteja entre 900 e 1.500 animais. &ldquo;Para termos a certeza, estamos realizando a primeira contagem dessa esp&eacute;cie que &eacute; &uacute;nica da regi&atilde;o. Nem podemos informar se eles est&atilde;o em extin&ccedil;&atilde;o, pois n&atilde;o temos nenhuma ideia exata do seu quantitativo&rdquo;, destacou.<br />
<br />
Para realizar a contagem populacional, um m&eacute;todo usando blimp foi desenvolvido pelos pesquisadores do instituto. <em>&ldquo;A princ&iacute;pio come&ccedil;amos a utilizar os drones, por&eacute;m o tempo de voo &eacute; curto devido &agrave; bateria. Por isso, acoplamos uma c&acirc;mera a um blimp, e somente assim teremos o quantitativo de botos dentro do Parque Estadual do Cant&atilde;o&rdquo;</em>, informou o pesquisador. A tecnologia permitir&aacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de censos precisos em lugares extensos e de dif&iacute;cil acesso, como o Cant&atilde;o.<br />
<br />
George explicou que antes o pesquisador ficava em uma canoa com um bin&oacute;culo para poder realizar a contagem. <em>&ldquo;Por&eacute;m, perd&iacute;amos muito com essa observa&ccedil;&atilde;o e o raio de abrang&ecirc;ncia era menor. Com esse novo equipamento que desenvolvemos, teremos uma cobertura maior em tr&ecirc;s lagos que cortam a regi&atilde;o do Cant&atilde;o: Grande, das Ariranhas e do Estir&atilde;o&rdquo;</em>, refor&ccedil;ou.&nbsp;<br />
<br />
O censo, que iniciou em junho e segue at&eacute; novembro, tem a participa&ccedil;&atilde;o da mestranda em Ci&ecirc;ncias Ambientais da universidade alem&atilde; Freiburg, Julia Fusternau Oliveira. <em>&ldquo;Nessa primeira etapa, testamos o m&eacute;todo desenvolvido e analisamos quanto tempo os botos permanecem debaixo d&rsquo;&aacute;gua&rdquo;</em>, explicou. A pr&oacute;xima etapa, conforme Julia, ser&aacute; o censo, a partir de agosto. <em>&quot;At&eacute; o final do ano, este processo ser&aacute; finalizado e a&iacute; teremos o n&uacute;mero oficial de botos dentro do Cant&atilde;o&quot;</em>, explicou.<br />
<br />
Segundo George, o censo &eacute; importante para saber se a nova esp&eacute;cie est&aacute; em extin&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o. &quot;Tamb&eacute;m vamos saber mais sobre o seu comportamento e tra&ccedil;ar a&ccedil;&otilde;es eficientes para o seu monitoramento. Com os dados, a cada ano, vamos saber se a popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; diminuindo ou aumentando&quot;, finalizou.<br />
<br />
<strong><u>Boto</u></strong><br />
<br />
<img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/450%20(1).jpg" style="width: 300px; height: 180px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px; float: right;" />Em janeiro de 2014, pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas, Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa) e Universidade de Dundee confirmaram, por meio de exame gen&eacute;tico, que o Boto do Araguaia (Inia araguaiensis) &eacute; diferente dos botos que vivem na Amaz&ocirc;nia. Al&eacute;m do DNA diferenciado, os botos do Araguaia t&ecirc;m menos dentes e o cr&acirc;nio &eacute; mais largo do que as outras esp&eacute;cies do g&ecirc;nero Inia.<br />
<br />
As corredeiras do baixo Tocantins, grande parte submersas pelo reservat&oacute;rio da hidrel&eacute;trica de Tucuru&iacute;, isolaram a popula&ccedil;&atilde;o de botos da bacia do Tocantins e Araguaia. George explicou que os botos da Amaz&ocirc;nia, na &eacute;poca da seca, procuram lugares mais fundos, j&aacute; o boto que povoa as bacias do estado do Tocantins se adaptaram e gostam de &aacute;guas rasas para pescar.<br />
<br />
<strong><u>Parque Estadual do Cant&atilde;o</u></strong><br />
<br />
Com mais de 90 mil hectares, o Parque Estadual do Cant&atilde;o foi criado no dia 14 de julho de 1998. A unidade de conserva&ccedil;&atilde;o fica em Caseara, a 260 km de Palmas e est&aacute; inserida em uma &aacute;rea de transi&ccedil;&atilde;o entre os biomas Cerrado e Floresta Amaz&ocirc;nica, al&eacute;m do Pantanal.<br />
<br />
O Parque do Cant&atilde;o concentra animais e plantas dos dois ecossistemas (Cerrado e Floresta Amaz&ocirc;nica). Segundo registros, foram identificadas, at&eacute; agora, 55 esp&eacute;cies de mam&iacute;feros, 453 de aves, 301 de peixes e 63 esp&eacute;cies de r&eacute;pteis. Animais como ariranhas, on&ccedil;as e harpias s&atilde;o vistos na unidade, tornando o local uma &aacute;rea de grande import&acirc;ncia para sua preserva&ccedil;&atilde;o.</span>

Comentários pelo Facebook: