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Empreiteiras das pontes fantasmas do Tocantins doaram R$ 5,67 milhões para campanha de Marcelo Miranda em 2006

admin -

<span style="font-size:14px;">O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual do Tocantins revelou que as empreiteiras investigadas no esc&acirc;ndalo bilion&aacute;rio das pontes fantasmas fizeram doa&ccedil;&otilde;es para a campanha eleitoral do governador Marcelo Miranda (PMDB) em 2006.<br />
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A descoberta aconteceu ap&oacute;s o MPE fazer um levantamento com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os anexou a uma a&ccedil;&atilde;o civil de improbidade administrativa, relacionada a poss&iacute;veis fraudes na constru&ccedil;&atilde;o de ponte sobre o Rio Piranhas II, no munic&iacute;pio de Abreul&acirc;ndia, no interior do Tocantins.<br />
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<em>&quot;Consultando a presta&ccedil;&atilde;o de contas dispon&iacute;vel no s&iacute;tio do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), v&ecirc;-se facilmente que a EMSA e algumas das subcontratadas pelo Cons&oacute;rcio para a execu&ccedil;&atilde;o direta das obras do Contrato n&ordm; 403/98 (Egesa Engenharia S/A e Feci Engenharia LTDA.), doaram ao Comit&ecirc; Financeiro &Uacute;nico do PMDB nada menos do que R$ 3,77 milh&otilde;es. N&atilde;o bastasse, outros R$ 1,9 milh&atilde;o foram doados ao PFL, ent&atilde;o partido coligado, perfazendo um total de R$ 5,67 milh&otilde;es&quot;</em>, atestou a Promotoria.<br />
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Marcelo Miranda se tornou governador, pela primeira vez, em 2003 e est&aacute; em seu terceiro mandato no Tocantins. A campanha do governador, em 2006, recebeu R$ 6,9 milh&otilde;es. Deste total, R$ 6,6 milh&otilde;es &ndash; ou 95,6% &ndash; foram enviados pelo Comit&ecirc; Financeiro do PMDB.<br />
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<em>&ldquo;Ressalte-se que, nessa campanha eleitoral, Marcelo de Carvalho Miranda declarou em sua presta&ccedil;&atilde;o de contas pessoal como candidato uma arrecada&ccedil;&atilde;o e gasto de R$ 6.900.109,94, quase tudo proveniente do pr&oacute;prio Comit&ecirc; Financeiro do PMDB, que, por sua vez, al&eacute;m de ter arrecadado recursos de pessoas f&iacute;sicas e jur&iacute;dicas, recebeu do Comit&ecirc; Financeiro do PFL o montante de R$ 1.010.500,00&Prime;</em>, apontou a Promotoria.<br />
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As empresas EMSA, Construsan e Rivoli s&atilde;o alvo do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Tocantins em inqu&eacute;rito aberto em 2010, que apura irregularidades no Contrato 403/1998, firmado entre elas e a Secretaria dos Transportes e Obras (Seto) em 7 de dezembro de 1998. A investiga&ccedil;&atilde;o dos promotores envolveu a constru&ccedil;&atilde;o de mais de uma centena de pontes.<br />
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H&aacute; casos de superfaturamento de pre&ccedil;o, constru&ccedil;&otilde;es superdimensionadas e outros em que as obras n&atilde;o ocorreram. Com base em per&iacute;cias do Instituto de Criminal&iacute;stica e em an&aacute;lise do Tribunal de Contas do Estado, a for&ccedil;a-tarefa do MP concluiu em fase extrajudicial que &lsquo;houve reiterado superfaturamento de pre&ccedil;os, servi&ccedil;os pagos em duplicidade, entre diversas outras irregularidades que redundaram em les&atilde;o ao patrim&ocirc;nio.<br />
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<em>&ldquo;Est&aacute; documentalmente comprovado e declarado na presta&ccedil;&atilde;o de contas, que a EMSA e algumas subcontratadas pelo Cons&oacute;rcio foram respons&aacute;veis, ao menos indiretamente, pelo financiamento da campanha eleitoral de Marcelo de Carvalho Miranda em 2006&Prime;</em>, afirmou o MP.<br />
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O Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Tocantins j&aacute; ajuizou 55 a&ccedil;&otilde;es por ato de improbidade administrativa e 10 a&ccedil;&otilde;es de ressarcimento de danos causados ao er&aacute;rio referentes a irregularidades em constru&ccedil;&atilde;o de pontes, execu&ccedil;&atilde;o de obras de terraplanagem, pavimenta&ccedil;&atilde;o asf&aacute;ltica em todo o Estado. A Promotoria busca condena&ccedil;&otilde;es em mais de R$ 600 milh&otilde;es.<br />
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As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do jornal O Estado de S&atilde;o Paulo.</span>

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