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Educação: o pilar da mudança

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Gabriel Guidotti</u><br />
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Um pa&iacute;s que cresce &eacute; um pa&iacute;s que investe em seu capital mais valioso: as pessoas. E falo sobre educa&ccedil;&atilde;o. De nada adianta criar numerosos programas de acesso ao n&iacute;vel superior, quando o ensino de base deixa a desejar &ndash; al&ccedil;ando jovens despreparados ao mercado de trabalho. Grande parte das querelas brasileiras &eacute; resultado das pol&iacute;ticas ins&iacute;pidas aplicadas &agrave; &aacute;rea. Entretanto, indicadores dizem que h&aacute; luz no fim do t&uacute;nel.<br />
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A C&acirc;mara dos Deputados aprovou, no ano passado, o texto-base do Plano Nacional pela Educa&ccedil;&atilde;o (PNE). Com atraso de quatro anos, a bem da verdade. Resumidamente, o texto determina que o Brasil amplie o acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oe a qualidade do ensino at&eacute; 2024. Entre as metas: erradicar o analfabetismo e oferecer escolas em tempo integral em metade das unidades do pa&iacute;s. Nos objetivos tamb&eacute;m constam a amplia&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de vagas no ensino superior, incluindo p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, e a garantia de aprimoramento de forma&ccedil;&atilde;o, com aumento do sal&aacute;rio dos professores.<br />
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A aprova&ccedil;&atilde;o aconteceu em paralelo ao estudo &ldquo;Indicadores do Desenvolvimento Brasileiro&rdquo; (2001-2012), divulgado pelo Governo Federal. O documento relata a melhora da educa&ccedil;&atilde;o em diferentes aspectos. Destaca-se o crescimento da assiduidade &agrave; escola na faixa de 4 a 5 anos, de 55,0% em 2001 para 79,1% em 2012, e a universaliza&ccedil;&atilde;o do ensino fundamental, com 98,3% das crian&ccedil;as de 6 a 14 anos acessando a aula. Al&eacute;m disso, o analfabetismo vem diminuindo progressivamente. Na popula&ccedil;&atilde;o com 15 anos ou mais de idade, o &iacute;ndice diminuiu consideravelmente na &uacute;ltima d&eacute;cada, passando de 12,4% em 2001 para 8,5% em 2012.<br />
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Sempre tenho um p&eacute; atr&aacute;s quando os dados prov&ecirc;m do governo. Em in&uacute;meros casos, a objetividade dos n&uacute;meros esconde subjetividades urgentes da realidade. Ademais, o desnivelamento educacional no Brasil &eacute; hist&oacute;rico e, sem qualquer dificuldade, poderia ser zoneado em territ&oacute;rio urbano. O contraste &eacute; visto diariamente quando as melhores oportunidades s&atilde;o oferecidas &agrave;queles que dispuseram de uma educa&ccedil;&atilde;o de base mais qualificada. Este &eacute; o ponto nevr&aacute;lgico.<br />
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Educa&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial, mas quando o sistema &eacute; ineficaz, ocorre a separa&ccedil;&atilde;o das pessoas, surgem preconceitos e formam-se marginais cujo &uacute;nico sentido na vida &eacute; delinquir. Mais que isso, educar &eacute; dar oportunidades, incentivar a evolu&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos n&atilde;o apenas inteligentes, mas tamb&eacute;m multiplicadores do conhecimento. O Brasil nunca ser&aacute; rico enquanto n&atilde;o suprir esses gargalos do sistema. Resta aguardar que discursos e estat&iacute;sticas n&atilde;o fiquem no papel e que boas condi&ccedil;&otilde;es de ensino se tornem comuns a todos.</span><br />
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<span style="font-size:14px;"><u><em>Gabriel Bocorny Guidotti</em></u> -&nbsp;Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo.</span>

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