Seet
Sobral – 300×100

Secretário de Educação acusa diretores do Sintet de serem "inflexíveis" e faz apelo pelo fim da greve

admin -

<span style="font-size:14px;">O Governo do Estado afirmou que d</span><span style="font-size:14px;">esde o dia 15 de abril </span><span style="font-size:14px;">vem apresentando propostas para negociar junto ao Sindicato dos Trabalhadores&nbsp;em Educa&ccedil;&atilde;o do Tocantins (Sintet) formas para atender a pauta de reivindica&ccedil;&otilde;es dos servidores da rede estadual de ensino.<br />
<br />
A categoria est&aacute; em greve desde o dia 6 de junho. Na &uacute;ltima quinta-feira (23), o Sintet divulgou nota&nbsp;</span><span style="font-size:14px;">acusando o governador Marcelo Miranda (PMDB) de ignorar a greve da educa&ccedil;&atilde;o e disse, ainda, que a data-base foi aprovada &agrave; &quot;revelia&quot; pelos deputados estaduais.</span><br />
<br />
<span style="font-size:14px;">O secret&aacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o, Ad&atilde;o Oliveira, contestou a vers&atilde;o.&nbsp;<em>&ldquo;&Eacute; importante destacar que a primeira proposta foi apresentada h&aacute; tr&ecirc;s meses. Estamos em constante negocia&ccedil;&atilde;o sobre as demandas apresentadas pelo sindicato, por&eacute;m, buscando respeitar a situa&ccedil;&atilde;o atual em que o Estado se encontra&rdquo;</em>, disse.<br />
<br />
Desmentindo que o Governo esteja ignorando a greve, o secret&aacute;rio pontuou que em nenhum momento o Executivo se op&ocirc;s a negociar com a categoria. <em>&ldquo;Estamos sempre dispon&iacute;veis e abertos ao di&aacute;logo. Fizemos um conjunto de propostas no sentido de resolver esse problema e chegamos, por definitivo, &agrave; melhor proposta, que de fato &eacute; poss&iacute;vel de ser cumprida&rdquo;</em>, pontuou Ad&atilde;o Francisco.<br />
<br />
De acordo com o secret&aacute;rio, &eacute; importante garantir que a honradez daquilo que for negoci&aacute;vel nessas propostas de valoriza&ccedil;&atilde;o da categoria n&atilde;o impliquem em preju&iacute;zos para o desenvolvimento do processo educacional. &ldquo;<em>&Eacute; preciso destacar que, al&eacute;m da folha de pagamento, n&oacute;s temos ainda gastos com transporte escolar, alimenta&ccedil;&atilde;o dos alunos, custeio das escolas com &aacute;gua, energia, al&eacute;m de obras e manuten&ccedil;&atilde;o de infraestrutura e projetos especiais. S&atilde;o v&aacute;rios elementos que implicam no funcionamento positivo das escolas e do processo da educa&ccedil;&atilde;o. Os investimentos em educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podem ser prejudicados em raz&atilde;o da folha de pagamento&rdquo;</em>, explicou.<br />
<br />
Ad&atilde;o criticou tamb&eacute;m o posicionamento de alguns diretores do Sintet que t&ecirc;m se mostrado inflex&iacute;veis diante das propostas apresentadas e da atual situa&ccedil;&atilde;o financeira em que o Estado se encontra. <em>&ldquo;Essa decis&atilde;o &eacute; ruim para a categoria, pois poder&iacute;amos ter implementado os benef&iacute;cios da proposta desde o m&ecirc;s de maio&rdquo;</em>, explicou. O secret&aacute;rio fez tamb&eacute;m um apelo para que os profissionais que est&atilde;o em greve retornem &agrave;s salas de aula, visando assim n&atilde;o prejudicar o andamento do segundo semestre escolar. <em>&ldquo;&Eacute; importante que a gente d&ecirc; prosseguimento ao ano letivo e possa validar todas as propostas de mudan&ccedil;as e de estrutura&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o no Tocantins&rdquo;,</em> pontuou.<br />
<br />
De acordo com a Seduc, cerca de 80 mil alunos est&atilde;o sendo prejudicados com a greve. A secretaria informou que, at&eacute; o momento, menos de 50% das unidades escolares aderiram ao movimento em todo o Estado. <em>&ldquo;Em nenhum momento tentamos contestar a legalidade da greve, por entender que ela deveria ser encerrada, uma vez que o Governo apresentou uma proposta razo&aacute;vel. Com isso, esperamos que haja uma razoabilidade no entendimento da categoria com o acordo proposto&rdquo;</em>, concluiu.<br />
<br />
<strong><u>Negocia&ccedil;&atilde;o</u></strong><br />
<br />
Conforme o secret&aacute;rio de Estado da Administra&ccedil;&atilde;o, Geferson Barros, a proposta apresentada pelo Governo do Estado contempla aos anseios da categoria dos profissionais de educa&ccedil;&atilde;o do Tocantins. <em>&ldquo;N&oacute;s j&aacute; temos uma lei institu&iacute;da quanto ao pagamento da data-base, ent&atilde;o esse &eacute; um ponto de pauta que j&aacute; foi superado. Fizemos uma proposta de pagamento do passivo das progress&otilde;es de 2013 para este ano, inclusive os valores j&aacute; deveriam estar sendo pagos, mas n&atilde;o houve implemento ainda porque a categoria n&atilde;o aceitou&rdquo;</em>, afirmou.<br />
<br />
O secret&aacute;rio Geferson Barros destacou que os profissionais da Educa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o um passo atr&aacute;s em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais categorias que fizeram acordo com o Estado e j&aacute; est&atilde;o sendo beneficiadas com os pontos acordados. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras pautas apresentadas pelo sindicato, ele pontuou que muitas delas j&aacute; foram contempladas na &uacute;ltima proposta apresentada pelo governo.<br />
<br />
<u><strong>Piso Salarial</strong></u><br />
<br />
O Governo do Estado voltou a exaltar o sal&aacute;rio que &eacute; pago aos professores do Tocantins. Um levantamento realizado este ano pelo portal G1 nacional sobre o piso salarial dos professores colocou o Tocantins em posi&ccedil;&atilde;o privilegiada no ranking. O Estado paga o quarto maior sal&aacute;rio do Pa&iacute;s para professor, cujo sal&aacute;rio-base mensal &eacute; de R$ 3.582,62, o que representa uma remunera&ccedil;&atilde;o por hora de R$ 22,39. O sal&aacute;rio pago no Tocantins est&aacute; bem acima do sal&aacute;rio-base m&eacute;dio de R$ 2.711,48 pagos nos demais estados para professor com licenciatura e jornada de trabalho de 40 horas semanais.</span>

Comentários pelo Facebook: