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PSDB descarta trégua com o governo

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Gabriel Guidotti</u><br />
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Publicada pelo jornal Folha de S. Paulo na semana passada, circulou uma informa&ccedil;&atilde;o que, se verdadeira, escancara o esgotamento do PT em administrar a crise econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica vivida pelo pa&iacute;s. O partido, por interm&eacute;dio de Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, intenta uma aproxima&ccedil;&atilde;o com o PSDB, a fim de dar tr&eacute;gua ao governo Dilma Rousseff. Lula estaria interessado em se reunir com seu antecessor no Planalto, Fernando Henrique Cardoso, para uma conversa sobre os rumos do Brasil.<br />
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No &uacute;ltimo s&aacute;bado, o tucano reagiu &agrave; not&iacute;cia por meio de seu Facebook oficial. FHC recha&ccedil;ou a hip&oacute;tese. &ldquo;O momento n&atilde;o &eacute; para a busca de aproxima&ccedil;&otilde;es com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa n&atilde;o p&uacute;blica com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que n&atilde;o deve ser salvo&rdquo;, afirmou o ex-presidente. Outras lideran&ccedil;as do PSDB tamb&eacute;m descartaram a possibilidade. Para eles, n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o leg&iacute;tima que justifique um armist&iacute;cio.<br />
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A oposi&ccedil;&atilde;o mant&eacute;m sua estrat&eacute;gia e n&atilde;o teria motivo para mud&aacute;-la. Por que ajudar seu rival hist&oacute;rico das &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es? Ainda, por que ajudar um governo que n&atilde;o &eacute; unanimidade nem entre os seus? Al&eacute;m do PSDB, Dilma sofre press&otilde;es de todos os lados: colegas de legenda, pol&iacute;ticos das for&ccedil;as de coaliz&atilde;o e a indigna&ccedil;&atilde;o natural do povo. &Eacute; verdade que essa colheita n&atilde;o surgiu por acaso: foi plantada por ela, no mandato anterior. Instabilidade como a atual n&atilde;o se via h&aacute; muito tempo no Brasil.<br />
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Ademais, o esgotamento do PT pode ser notado de outros modos. Lula, de novo ele, disse, na &uacute;ltima sexta-feira, estar de &quot;saco cheio&quot; e &quot;cansado das mentiras e safadezas&quot; veiculadas contra o governo e membros de seu partido. A insatisfa&ccedil;&atilde;o do ex-presidente &eacute; direcionada &agrave; imprensa, sobretudo as not&iacute;cias propagadas pela revista Veja, que fazem quest&atilde;o de tentar relacionar o petista &agrave; Lava-Jato. Ele aproveitou tamb&eacute;m para defender sua sucessora e colocar panos quentes na crise que assola o pa&iacute;s.<br />
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Num momento em que o impeachment de Dilma &eacute; aventado, das duas uma: ou se salva o mandato do PT ou se salva o futuro do Brasil. Do jeito que est&aacute;, n&atilde;o pode ficar. Cr&iacute;ticas, &ldquo;safadezas&rdquo;, &ldquo;mentiras&rdquo; sempre existiram no cen&aacute;rio pol&iacute;tico. Um governo eficiente precisa enfrentar seus opositores &ndash; elementar. Do lado do PSDB, Lula n&atilde;o ter&aacute; apoio. Tampouco do PMDB, que, capitaneado pelo presidente da C&acirc;mara, Eduardo Cunha, dificulta a vida do Planalto no Congresso. Desse modo, a tormenta tende a piorar. Aguardemos os pr&oacute;ximos cap&iacute;tulos.<br />
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<u>Gabriel Bocorny Guidotti</u><br />
Bacharel em Direito e estudante de Jornalismo.</span>

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