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MPE pede novo afastamento do prefeito de Almas para investigar sua participação em organização criminosa

admin -

<span style="font-size:14px;">O Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual (MPE) apresentou, na &uacute;ltima sexta-feira (14) ao Tribunal de Justi&ccedil;a do Tocantins (TJTO) novo pedido de afastamento do prefeito de Almas (TO), Leonardo Sette Cintra. O pedido visa resguardar a seguran&ccedil;a de testemunhas e a coleta de provas de um inqu&eacute;rito policial aberto para apurar a poss&iacute;vel participa&ccedil;&atilde;o do prefeito em uma organiza&ccedil;&atilde;o criminosa, a qual atuaria no &acirc;mbito da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica.<br />
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Segundo o pedido de afastamento, proposto pelo Procurador-Geral de Justi&ccedil;a, Clenan Renaut de Melo, os ind&iacute;cios relacionados aos crimes mais graves praticados pela quadrilha foram noticiados ao MPE justamente no m&ecirc;s em que Leonardo Cintra ficou afastado da Prefeitura, entre 14 de julho e 7 de agosto, acusado de crime de prevarica&ccedil;&atilde;o e de participar do delito de usurpa&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, em tese praticado pelo seu pai, Osmar Lima Cintra.<br />
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<em>&ldquo;Nesse lapso temporal, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico obteve provas como n&atilde;o conseguia h&aacute; mais de seis meses investigando Leonardo Cintra&rdquo;</em>, diz o pedido apresentado ao TJ, complementando que um novo afastamento do prefeito &eacute; essencial para a apura&ccedil;&atilde;o dos fatos rec&eacute;m-denunciados.<br />
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Refor&ccedil;ando esse argumento, o Procurador-Geral de Justi&ccedil;a alega que, anteriormente, o prefeito deixou de prestar informa&ccedil;&otilde;es requisitadas pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico, tendo o claro objetivo de prejudicar investiga&ccedil;&otilde;es em andamento. Tamb&eacute;m h&aacute; relatos de que, ap&oacute;s ter sido anunciada a liminar que afastaria Leonardo Cintra do cargo, houve o extravio de um grande volume de documentos da Prefeitura, sobretudo documentos fiscais.<br />
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Existem, ainda, as manifesta&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rios pessoas que denunciaram o prefeito, afirmando terem sido amea&ccedil;ados ap&oacute;s falarem ao MPE as supostas irregularidades praticadas na Prefeitura de Almas.<br />
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<strong><u>Organiza&ccedil;&atilde;o criminosa</u></strong><br />
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O inqu&eacute;rito policial aberto a pedido do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Estadual vai investigar ind&iacute;cios de forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha, crime contra a ordem tribut&aacute;ria, corrup&ccedil;&atilde;o passiva, peculato, lavagem de dinheiro e sonega&ccedil;&atilde;o de documento, entre outros crimes praticados no &acirc;mbito da Prefeitura, todos denunciados durante o per&iacute;odo em que Cintra esteve afastado.<br />
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Alguns dos ind&iacute;cios s&atilde;o &ldquo;extremamente fortes&rdquo;, cita o pedido do MPE.<br />
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Entre os fatos denunciados est&aacute; o n&atilde;o recolhimento de Imposto de Transmiss&atilde;o de Bens Im&oacute;veis (ITBI), a reten&ccedil;&atilde;o de recursos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e de outros valores descontados em folha, a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma empresa para lavagem de dinheiro da Prefeitura e a loca&ccedil;&atilde;o de uma Toyota Hilux sem contrato e sem pr&eacute;via licita&ccedil;&atilde;o.<br />
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Tamb&eacute;m chama a aten&ccedil;&atilde;o o fato de que n&atilde;o foi encontrado na Prefeitura, durante o afastamento de Leonardo Sette Cintra, livro de registro dos valores recebidos pela Receita Municipal ou quaisquer outros documentos referentes &agrave; arrecada&ccedil;&atilde;o, fato que configura crime de sonega&ccedil;&atilde;o de documentos.</span>

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