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Por 3 votos a 2, Marcelo Miranda e Cláudia são inocentados no caso do dinheiro apreendido em avião

admin -

<span style="font-size:14px;"><u>Da Reda&ccedil;&atilde;o</u><br />
Poral <em>AF</em> Not&iacute;cias<br />
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Por 3 votos a 2, o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), na tarde desta segunda-feira (24),&nbsp; julgou improcedentes as representa&ccedil;&otilde;es do ex-governador Sandoval Cardoso (PMDB) e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Eleitoral (MPE) contra Marcelo Miranda (PMDB).<br />
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O juiz eleitoral, H&eacute;lio Eduardo da Silva, acompanhou o relator no caso das representa&ccedil;&otilde;es que pedem a cassa&ccedil;&atilde;o do governador Marcelo Miranda e de sua vice Cl&aacute;udia Lelis (PV) por causa do avi&atilde;o apreendido com dinheiro em Piracanjuba (GO), na campanha eleitoral do ano passado.<br />
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Segundo o relator do caso, juiz Jos&eacute; Ribamar Mendes J&uacute;nior, os mais de R$ 1 milh&atilde;o transferidos da conta de Lucas Marinho Ara&uacute;jo, um dos detidos em flagrante pela Pol&iacute;cia Civil de Goi&aacute;s, tiveram como destino uma namorada de Douglas Schimitt (R$ 310 mil), que comprou um autom&oacute;vel de luxo, R$ 288 mil para a empresa de Jorge Schineder (que comprovou uso em atividades agr&iacute;colas e compra de tratores) e R$ 400 mil para a Triple Construtora, que tem entre as s&oacute;cias a m&atilde;e de Douglas.<br />
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<strong><u>&quot;Apenas dedu&ccedil;&otilde;es&quot;</u></strong><br />
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Assim, para o relator, n&atilde;o ficou provado que os recursos apurados na investiga&ccedil;&atilde;o ministerial, os R$ 504 mil apreendidos no avi&atilde;o e os mais de R$ 1 milh&atilde;o rastreados pela quebra de sigilo banc&aacute;rio, foram aportados ou direcionados para a campanha de Marcelo Miranda.<br />
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<img alt="" src="http://www.afnoticias.com.br/administracao/files/images/avi%E3o.jpg" style="width: 600px; height: 281px; border-width: 0px; border-style: solid; margin-left: 5px; margin-right: 5px;" /><br />
O juiz ressaltou que a Justi&ccedil;a Eleitoral n&atilde;o pode cassar o diploma de candidato &ldquo;apenas com dedu&ccedil;&otilde;es&rdquo;. Segundo o juiz, as decis&otilde;es do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em casos assim, exigem &ldquo;provas robustas e incontestes&rdquo; para cassar o diploma.<br />
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Nesta segunda-feira, o juiz H&eacute;lio Eduardo da Silva considerou que, como presidiu todo o processo, o voto de Jos&eacute; Ribamar Mendes J&uacute;nior teve mais consist&ecirc;ncia.<br />
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O juiz eleitoral Zacarias Leonardo, que havia pedido vista em junho, votou na quinta-feira (20) pela cassa&ccedil;&atilde;o de Marcelo e Cl&aacute;udia. A ju&iacute;za federal Denise Dias Dutra Drumond tamb&eacute;m votou pela perda de mandato. J&aacute; o juiz Henrique Pereira dos Santos acompanhou o relator, contra a cassa&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, o placar tinha ficado em 2 a 2, desempatado nesta segunda por H&eacute;lio Eduardo da Silva em favor de Marcelo e Cl&aacute;udia.<br />
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<strong><u>Continuar vencendo</u></strong><br />
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O governador Marcelo Miranda soube da decis&atilde;o do TRE-TO durante a reuni&atilde;o que fazia &agrave; tarde com seu secretariado. Logo ap&oacute;s receber uma liga&ccedil;&atilde;o, ele anunciou o placar do julgamento.<br />
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Atrav&eacute;s de nota da Secretaria Estadual de Comunica&ccedil;&atilde;o (Secom), Marcelo disse que a decis&atilde;o o &quot;fortalece, s&oacute; aumenta a nossa vontade em continuar vencendo as adversidades, advindas do cen&aacute;rio atual nacional e local&rdquo;.<br />
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<em>&quot;Posso dizer que est&aacute; valendo a pena todos os embates di&aacute;rios. Quero dedicar esse resultado a todos os<br />
tocantinenses que nos elegeram. A eles e aos demais, quero reafirmar o meu empenho e da minha equipe para retomar a governan&ccedil;a deste Estado que todos n&oacute;s acreditamos. Os desafios sempre existir&atilde;o, mas estaremos mais fortalecidos diante das dificuldades&quot;,</em> afirmou o governador.<br />
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<strong><u>Posi&ccedil;&atilde;o do MPE</u></strong><br />
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De acordo com o MPE, s&atilde;o v&aacute;rios os elementos que permitem afirmar que o dinheiro apreendido e o transferido da conta de Lucas Marinho teve como destino a campanha de Marcelo Miranda, entre eles a pr&oacute;pria vers&atilde;o arquitetada por Douglas.<br />
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Al&eacute;m do car&aacute;ter incomum da cess&atilde;o da aeronave, afirmam os procuradores, o empr&eacute;stimo obtido na factory situada em Bras&iacute;lia sem patrim&ocirc;nio ou outra garantia dada aos agiotas torna, para o MPE, &ldquo;inveross&iacute;mil a vers&atilde;o&quot; de que se obteve emprestada a elevada quantia de R$ 1,5 milh&atilde;o. A a&ccedil;&atilde;o ainda questiona a complexa engenharia financeira para obter o empr&eacute;stimo, desnecess&aacute;ria se a opera&ccedil;&atilde;o fosse legal, sustentam os procuradores.<br />
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<strong><u>Comit&ecirc; pagou pelo ve&iacute;culo</u></strong><br />
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O ve&iacute;culo utilizado pelo grupo encontrava-se &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da campanha eleitoral do PMDB, j&aacute; que a locadora aparece na presta&ccedil;&atilde;o de contas do comit&ecirc; financeiro do partido, fato que confere com a declara&ccedil;&atilde;o de Marco Antonio no auto da pris&atilde;o em flagrante.<br />
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A utiliza&ccedil;&atilde;o da aeronave tamb&eacute;m refor&ccedil;a, conforme o MPE, a afirma&ccedil;&atilde;o que todo o esquema era organizado pela campanha eleitoral peemedebista. O laudo pericial realizado pela Pol&iacute;cia Civil de Goi&aacute;s traz an&aacute;lise e transcri&ccedil;&atilde;o de anota&ccedil;&otilde;es de bordo constando viagens no per&iacute;odo eleitoral com o candidato eleito a C&acirc;mara Federal Carlos Gaguim (PMDB) e uma com Marcelo e comitiva, al&eacute;m de uma nota fiscal emitida por uma empresa de abastecimento a favor do comit&ecirc; financeiro do PMDB.<br />
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<strong><u>Hotel</u></strong><br />
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Outro fato &eacute; que as despesas de Douglas no hotel em que o grupo ficou hospedado em Goi&acirc;nia foram pagas pelo irm&atilde;o do governador, Jos&eacute; Edmar Brito Miranda J&uacute;nior, conforme comprovam boleto de cart&atilde;o de cr&eacute;dito e imagens de c&acirc;mera de seguran&ccedil;a do hotel. Outra prova, segundo o MPE, s&atilde;o as diversas postagens de imagens em aplicativo enaltecendo a campanha e seus candidatos, inclusive dando detalhes da quantidade de ve&iacute;culos que seriam caracterizados naquela semana.<br />
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A per&iacute;cia realizada nos aparelhos celulares utilizados pelos quatro presos em Piracanjuba revelou a exist&ecirc;ncia de intensa troca de mensagens entre Marco Antonio Roriz e J&uacute;nior Miranda. H&aacute; mensagens em que Roriz conversa com o irm&atilde;o do governador relatando j&aacute; terem acertado com Douglas o hor&aacute;rio de se encontrarem no dia da opera&ccedil;&atilde;o.<br />
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<strong><u>Recursos il&iacute;citos</u></strong><br />
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A a&ccedil;&atilde;o destaca ainda que os representados captaram e utilizaram recursos de origem il&iacute;cita na campanha eleitoral, j&aacute; que parte dos recursos depositados na conta de Lucas Marinho chegaram a ser transferidos para contas de empresas de fachada, para depois irrigarem os gastos de campanha, mesmo destino do dinheiro em esp&eacute;cie apreendido.<br />
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Os recursos n&atilde;o transitaram pelas contas correntes abertas para movimenta&ccedil;&atilde;o financeira da campanha eleitoral e, portanto, caracterizam-se como caixa 2.</span>

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