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Acusações contra jovem bacharel em direito podem ter relação com ciúmes e fim de relacionamento

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Carteira da Ordem dos Advogados do Brasil.

A jovem bacharel em direito J.B.O, de 28 anos, denunciada por supostamente se apresentar como advogada, resolveu romper o silêncio e contar detalhes sobre o que realmente teria motivado a denúncia, mas já antecipa: “eu nunca me apresentei como advogada”.

Na manhã desta quinta (23), a jovem procurou o AF Notícias e, com vários documentos, relatou os detalhes que estariam por trás da denúncia de exercício ilegal da profissão, que envolve até mesmo violência doméstica. No lado oposto da história aparece o advogado E.S.C, com quem a jovem namorou durante cinco anos. Eles chegaram a ficar noivos e trabalhar juntos.

Atualmente, J.B.O possui uma medida protetiva expedida pela Vara de Violência Doméstica e Familiar, em outubro de 2016, para que o ex-noivo mantenha distância mínima de 300 metros de sua casa e de testemunhas, além de estar proibido de frequentar lugares onde a jovem costumar ir. O motivo teria sido uma suposta agressão física.

Mas antes da situação chegar a esse ponto, os nomes dos dois constavam nas procurações, mas com a ressalva de que a jovem era ‘bacharel em direito’, e não advogada.

Foto: Divulgação
Jovem aparecia em procuração como ‘bacharel em direito’

Quanto à denúncia de que teria se apresentado como advogada na Central de Flagrantes, a jovem negou. Para provar, ela apresentou cópia do Auto de Prisão em Flagrante em que foi citada apenas como prima do suspeito preso naquela ocasião. Ainda segundo o documento, um dos advogados do caso é, e continua sendo, o ex-noivo.

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Documento mostra que jovem foi citada apenas como prima do suspeita, e não como advogada.

A jovem também negou que tenha se passado por advogada para liberar um veículo na PRF de Araguaína. À reportagem, ela apresentou uma procuração pública onde o proprietário do carro lhe conferiu poderes para “vender, dar quitação, assinar recibo, representar no Detran, Polícia” e em várias outras repartições públicas. “Eu não me apresentei como advogada. Peguei o carro porque eu tinha uma procuração do proprietário”, afirmou.

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Procuração que deu poderes para a jovem retirar o carro na PRF.

Para a jovem, toda essa situação é fruto de ciúmes do ex-noivo e também da violência doméstica.  “Engana-se quem pensa que a violência doméstica parte apenas de pessoas ‘carentes’, pois parte também de gente esclarecida”, disse.

No último dia 08 de maio – Dia Internacional da Mulher -, a jovem e o ex-noivo decidiram fazer um ‘acordo de paz’ e encerrar todos os processos envolvendo os dois.

Ela agora teme ser vítima do pré-julgamento da opinião pública e sofrer os reflexos negativos que a denúncia pode gerar na sua vida profissional. “Não sei se ainda tenho emprego depois disso”, lamenta a jovem.

A jovem disse que quer somente esquecer esse pesadelo e seguir a vida normalmente, inclusive do lado profissional. “Lamento apenas não ter sido ouvida antes da denúncia ser apresentada”, finalizou.

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