Acusado de matar peão de rodeio foi executado por causa de dívida com presos

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Os indiciados pela morte de Márcio Vinicius

Márcia Costa//AF Notícias

Setes detentos do presídio Barra da Grota, em Araguaína, foram indiciados pela Polícia Civil pelo homicídio de Márcio Vinicius Carneiro Martins, ocorrido no dia 20 de fevereiro de 2018 dentro da unidade prisional. Ele foi espancado até a morte.

Márcio Vinicius estava preso desde o dia 14 de julho de 2017 suspeito de participar do assassinato do peão de rodeio Getúlio Santos, durante a Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara).

Segundo as investigações da Polícia Civil, os suspeitos Antônio Carlos Dias da Conceição, 30, Breno Raylan da Silva Rodrigues, 24, Carlos Daniel da Silva Santos, 19, Fábio Junior Sousa Lustosa, 23, Fernando da Mota Silva, 21, Alan de Oliveira Silva, 32, e Edvaldo Reis dos Santos, 30, planejaram e executaram a morte de Márcio com requintes de crueldade.

Ainda segundo as investigações, Antônio foi quem arquitetou a execução de Márcio em razão de dívidas contraídas pela vítima, advindas da compra de tapetes sem o devido pagamento aos outros detentos. A polícia explicou que esse é um comércio clandestino que ocorre porque os reeducandos podem diminuir a pena com a produção de tapetes, na proporção de três unidades para cada dia de pena.

Dessa forma, os tapetes se transformaram em moeda de troca entre os presos, utilizados para a compra de quaisquer produtos, lícitos ou ilícitos no interior da unidade“, informou a polícia.

Ansioso em reduzir a sua pena o mais rápido possível, Márcio comprava tapetes de vários detentos, mas não conseguiu dinheiro para pagar e passou a receber várias ameaças. Por causa disso, ele teve que ser transferido duas vezes de pavilhão, mas acabou sendo executado.

Segundo a Polícia Civil, Márcio passou por uma espécie de julgamento dentro do presídio, perante um suposto tribunal, composto por Alan, Edvaldo e Antônio Carlos (juiz), e sua sentença foi executada sumariamente por Breno, Carlos, Fábio, Fernando, os quais utilizaram pedaços de pau, murros e pontapés.

Conforme a polícia, todos eles, na medida de suas culpabilidades, irão responder por homicídio triplamente qualificado, pelo motivo torpe, por emprego de meio cruel, que tornou impossível a defesa de Márcio.

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