Alvo da Polícia Federal, Gaguim diz ter certeza que não praticou nenhum crime: ‘denúncia infundada’

Agnaldo Araujo -
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Deputado Carlos Gaguim

O deputado federal do Tocantins Carlos Gaguim (PODE) refutou as acusações do delator Rossine Ayres Guimarães e repudiou ‘qualquer manifestação caluniosa e sem provas’ contra ele.

O parlamentar, juntamente com a primeira-dama do Estado e deputada federal Dulce Miranda (PMDB), são alvos da 6ª fase da Operação Ápia da Polícia Federal que investiga fraudes em licitações, corrupção e superfaturamento de obras públicas no Tocantins, deflagrada nesta quarta-feira (13).

A operação foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República e autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. Conforme Gaguim, as acusações contra ele “são deduções lançadas sem qualquer conteúdo probatório, com o único intuito de denegrir a sua imagem”.

Na delação, Rossine revelou pagamento de propina aos dois parlamentares alvos da operação. Mas Gaguim afirmou que todas as doações feitas pelo empresário ou suas empresas, nas eleições de 2010, não foram para a pessoa do deputado, mas sim direcionadas para o comitê financeiro único do PMDB, e/ou para o diretório do partido. “Inclusive, eu nunca tive sequer acesso às contas do PMDB, que, ademais, foram aprovadas pela Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Tocantins – TRE/TO“, ressaltou Gaguim.

Ele ainda afirmou ter certeza e a consciência de não ter praticado nenhum crime. “Acredito na justiça e continuarei honrando o povo do Tocantins com o meu trabalho que sempre foi pautado na honestidade, na legalidade, no respeito às pessoas e ao bem público. Confio em Deus e que a verdade prevalecerá, pois mais uma vez tentam me incriminar sem provas”, disse.

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA

Nota de esclarecimento

“Venho, através desta nota à imprensa, manifestar sobre a 6ª Fase da Operação Ápia, realizada nesta manhã, pela Policia Federal, onde minha pessoa foi citada pelo delator Rossine Aires, responsável pela empresa Vale do Lontra.

Esclareço que durante meu mandato no Governo do Estado (setembro de 2009 a dezembro de 2010), a empresa citada pelo delator não logrou êxito em vencer qualquer licitação, inexistindo contratos novos firmados neste período com a referida empresa. As obras da empresa em questão que já haviam sido licitadas e contratadas no governo anterior, não foram interrompidas, e continuaram com o curso normal.

Esclareço ainda que todas as doações feitas por este delator e/ou suas empresas, nas eleições de 2010, não foram para a minha pessoa, mas sim direcionadas para o Comitê Financeiro Único do PMDB, e/ou para o Diretório do PMDB. Inclusive, eu nunca tive sequer acesso as contas do PMDB, que, ademais, foram aprovadas pela Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Tocantins – TRE/TO.  

Por fim, refuto as acusações infundadas e desconheço que o delator tenha repassado valores através de assessores, que seriam para a minha pessoa, não passando de deduções, lançadas sem qualquer conteúdo probatório, com o único intuito de denegrir minha imagem.

Por todas essas denúncias infundadas reafirmo o meu repúdio a qualquer manifestação caluniosa e sem provas contra minha pessoa, meramente por acordo de delação feita entre o investigado, seu defensor e o membro do Ministério Público, sem a participação do Magistrado, e com o único objetivo de livrar-se de alguma condenação pelos crimes supostamente praticados dos quais é alvo de investigações.

Neste sentido, com a certeza e a consciência de não ter praticado nenhum crime, acredito na justiça, e continuarei honrando o povo do Tocantins com o meu trabalho que sempre foi pautado na honestidade na legalidade, no respeito às pessoas e ao bem público. Confio em Deus e que a verdade prevalecerá, pois mais uma vez tentam me incriminar sem provas.

Esclareço ainda que não fui conduzido coercitivamente, como está sendo propagado, pois agendei meu depoimento para as 10h, desta data, para prestar os esclarecimentos necessários à Polícia Federal, relacionados à investigação; ocasião em que me dirigi à Policia Federal em Brasília em meu próprio veículo.

Reafirmo que sempre estarei à disposição das autoridades para ulteriores esclarecimentos, depoimentos e que mais entenderem necessários”

Brasília-DF, 13 de dezembro de 2017

Deputado Carlos Henrique Gaguim

Podemos – TO

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