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Amastha diz que Tocantins está parado há 10 anos e propõe ‘arrumar a bagunça’

Agnaldo Araujo - |
Foto: Júnior Suzuki
Prefeito Carlos Amastha

A uma semana da renúncia do cargo de prefeito de Palmas para a disputa do Governo do Estado, Carlos Amastha fez duras críticas à ‘bagunça’ que se instalou e paralisa o Tocantins há 10 anos.

O Tocantins parou há mais de uma década quando a velha política rompeu os laços e depois cada grupo quis derrubar o outro. E o Tocantins? Em nenhum momento, não só esses, mas nenhum dos que governou o Estado de lá para cá pensou no Estado. E cabe a nós, que temos responsabilidade, arrumar essa bagunça, com planejamento, gestão eficaz e com sentimento de respeito ao público, ao povo”, afirmou o prefeito.

Amastha se referiu, ao citar o período de mais de 10 anos, ao rompimento entre Siqueira Campos e Marcelo Miranda, antes das eleições de 2006. Com o começo do fim da chamada UT (União do Tocantins) e, consequentemente, as disputas levaram o Tocantins a um processo praticamente de judicialização permanente das eleições. Desde então, ao contar com o pleito complementar deste ano, o Estado viverá três eleições não programadas.

“Isso gerou e agravou a instabilidade, a segurança jurídica, uma verdadeira bagunça criada por esta velha forma de fazer política”, disse Amatha.  “Temos, sim, que arrumar a bagunça. Não precisa apontar dedo para os culpados mais. Já passou. O povo conhece. Vamos apontar o dedo para os problemas de um Estado com mais de dez anos de bagunça. E a pior possível”, complementou.

Para Amastha, o Estado parou ao viver em função de julgamentos da Justiça. “Em todo esse período inauguraram praticamente uma ou outra escola nova. Estamos há mais de dez anos sem fazer um hospital novo, uma grande rodovia nova. Esses que se dizem gestores passaram esses anos só contratando e demitindo servidores ao sabor das eleições”, criticou.

Para o prefeito de Palmas, o Tocantins necessita de gestão arrojada, eficiente e que atue de forma comprometida e com planejamento. “É preciso neste momento mais que responsabilidade. É preciso que busquemos a estabilidade que qualquer Estado precisa para crescer. Imagine o território mais novo da federação vivendo uma situação dessas de desgoverno. Repito: A palavra é estabilidade!”, finalizou.

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