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Amigos e familiares de diretores do Hospital Dom Orione fazem oração na CPPA

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Colaboradores na CPPA em apoio aos diretores do Dom Orione

Márcia Costa//AF Notícias

Amigos e familiares do médico Arnaldo Alves Nunes e do superintendente do Hospital Dom Orione, Osvair Murilo da Cunha, fizeram orações em frente à Casa de Prisão Provisória de Araguaína em apoio aos dois, na tarde desta quarta-feira (06).

Osvair e Arnaldo Nunes foram presos na 2ª fase da Operação Marcapasso da Polícia Federal, deflagrada ontem. Os amigos e colaboradores da unidade acreditam que os diretores são inocentes e expuseram uma faixa em apoio: “nós, colaboradores do Hospital Dom Orione, manifestamos apoio aos nossos diretores”.

Arnaldo Nunes atua como médico há várias décadas em Araguaína, filho de uma família tradicional e pioneira na região. Ele já foi secretário de Estado da Saúde em 2011.

O contador e amigo da família, Alberto Brito, disse que a saúde de Arnaldo Nunes está debilitada. “Vamos rezar e aguardar! Eu temo pela vida especialmente do Arnaldo, pela fragilidade de saúde e pelo seu código de honra. Ele vai precisar de muito apoio para retomar a normalidade”, afirmou.

Nas redes sociais, muitos amigos e conhecidos também prestaram solidariedade ao médico. “Todos nós conhecemos o caráter e a honradez do Dr. Arnaldo. A verdade prevalecerá”, disse Carlos Brito.

O advogado Jorge Palma, que faz a defesa dos médicos, afirmou que ele são inocentes e está ocorrendo uma série de equívocos na operação da PF. “Não há atos de ilicitude. Os médicos não cometeram nada de irregular. Até a comunidade tem conhecimento de que são pessoas honestas e responsáveis”, pontuou.

O advogado disse que está acompanhando a investigação e provará a inocência dos diretores. “Está havendo uma confusão e os fatos estão sendo mal interpretados. Eu pessoalmente estou fazendo uma investigação. As coisas acontecem de maneira diferente. Os materiais são raramente reutilizados e quando são, estão regulamentados e obedecendo os critérios existentes, com tudo documentado. Vamos provar nos próximos dias que eles são absolutamente inocentes”, frisou.

A INVESTIGAÇÃO

A operação investiga um esquema de fraudes em licitações na compra de órteses, próteses e materiais especiais, corrupção e desvio de dinheiro da saúde pública do Tocantins. Segundo a decisão judicial, interceptações telefônicas demonstram que os diretores Arnaldo Nunes e Osvair Cunha estariam exigindo um percentual de 10 a 25% sobre o valor dos produtos.

Mas, segundo apurado pelo AF Notícias, os 25% cobrados pelo hospital estão previstos em contratos, inclusive nos que são firmados com os próprios planos de saúde. Os valores seriam para cobrir os custos de gestão do estoque, guarda, responsabilidade, entre outros.

A Operação Marcapasso apura também possíveis prejuízos ao SUS através da reutilização de materiais em vários procedimentos. Conforme a investigação, o hospital teria usado as mesmas notas fiscais de materiais reutilizados, até dez vezes, para receber verbas do SUS, como se os itens fossem novos. Além disso, a investigação aponta que o hospital recebia desconto de 10% na compra dos materiais, mas cobrava 100% do SUS.

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