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Após deixar as drogas e o crime, pastor usa música para evangelizar em Araguaína

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Pastor Diego Oliveira à esquerda

Márcia Costa//AF Notícias 

A Feirinha e o centro de Araguaína foram cenários de um videoclipe que conta a história do pastor Diego Oliveira, que teve uma vida protagonizada nas periferias de São Paulo. Através de um rap gospel, o pastor leva uma mensagem de libertação.

A letra do rap fala sobre uma criança que não teve infância, sobreviveu na rua e se envolveu no mundo das drogas e criminalidades. A música também critica o ‘sistema’.

[…] Cadê minha mãe, cadê meu pai, só quero um amor para você tanto faz. Não me abandone meu Deus, porque sou seu filho. Não quero ser bastardo jogado no lixo […]”

O rap é de autoria do próprio pastor Diego. “É a história de uma multidão de jovens e adolescentes que vivem a mesma realidade que eu vivi no passado. Com esse trabalho, quero evangelizar e levar uma mensagem positiva para os que estão se envolvendo nas drogas, no mundo do crime. Levar  a mensagem para resgatar e mostrar que as drogas e nem o crime, compensam. Levar a palavra de Deus com a experiência da vida bandida que tive”, contou.

Diego é ex-assaltante e ex-usuário de drogas. Após abandonar o mundo da drogadição e da criminalidade, ele constituiu uma linda família. Hoje, Diego é um dos fundadores da Comunidade Terapêutica Vida Nova, em Araguaína, e atual diretor. A comunidade já conseguiu recuperar dezenas de pessoas envolvidas com drogas e álcool.

Diego também é pastor da Igreja Quadrangular e fundador do Grupo Revolução das Ruas, que realiza o projeto ‘Evangelho nas Quebradas’. O grupo faz cultos para todos os públicos em vários pontos da cidade, mas o alvo principal são os usuários de drogas, bandidos, traficantes e prostitutas.

Foto: Divulgação
O pastor mora em Araguaína

História do pastor

Como milhares de brasileiros já fizeram, Diego precisou se libertar de uma vida mergulhada na criminalidade. Ele começou a usar drogas aos 8 anos. Oriundo de uma família pobre e de pais alcoólatras, esse foi o único refúgio que ele encontrou naquele momento.

“Fui atrás das drogas por causa do ambiente familiar. Eram muitas brigas em casa. Aos 8 anos usei e aos 11 anos cheirava crack. Eu vendia drogas e também roubava. Minha vida estava na ‘correria louca’. Fui preso pela primeira vez aos 18 anos. Fiquei na antiga Febem e sai aos 17 anos, mas voltei a assaltar e usar drogas”, relatou.

Saindo da ‘vida louca’

Foi um pastor que resgatou Diego das ruas e o encaminhou para um centro de recuperação em São Paulo, onde ficou dois anos internado fazendo tratamento.

Depois da recuperação, Diego continuou trabalhando na unidade e se mudou para Araguaína com o sonho de abrir um centro de recuperação de dependentes. Ele iniciou as obras sociais com a fundação do grupo  ‘Revolução das Ruas’ há quatro anos.

VEJA O VÍDEO

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