Aprovados no concurso da Polícia Militar do Tocantins não tomarão posse neste ano

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Polícia Militar do Tocantins

Os aprovados no concurso público para ocupar as funções de oficial e soldado da Polícia Militar do Tocantins não serão empossados este ano. A afirmação é do secretário estadual da Administração, Geferson Barros Filho, justificando que a gestão não dispõe de capacidade financeira para incorporar à folha de pagamento os valores correspondentes aos vencimentos dos 1.000 novos soldados e 40 oficiais, que serão selecionados por meio do certame, que será realizado em cinco etapas e a primeira prova acontece no próximo domingo.

O secretário disse que o curso de formação deve ser ofertado, uma vez que faz parte do processo de seleção e não pode ser interrompido, estando previsto em edital. Entretanto, o Estado terá dificuldade em arcar até mesmo com a ajuda de custa que os selecionados recebem enquanto estão em treinamento. De acordo com o edital, os 1.000 selecionados para a função de soldado receberá por mês R$ 2.215,10 durante o tempo de formação. Já os aprovados para a função de oficial terão auxílio de R$ 4.445,46 durante a formação. O total mensal durante o período de formação é de pouco menos de R$ 2,5 milhões.

Remuneração

Vale lembrar que a Polícia Militar do Tocantins é a terceira mais bem paga do País e talvez por isso o concurso para seleção de novos praças e oficiais tenham atraído quase 90 mil pessoas. O salário de um soldado é de 4.872,80 e um tenente, primeira patente na escola de oficiais, percebe por mês R$ 8.382,10 e a posse de todos os 1.040 aprovados representará algo em torno de R$ 5,2 milhões.

Seleção

A Polícia Militar informou que a posse dos candidatos ocorrerá somente ao final do processo seletivo, composto por cinco etapas distintas e que cada fase cabe interposição de recursos, podendo ocasionar prorrogação dos prazos para finalização do concurso. Sobre a capacidade financeira atual do Estado em incorporar os novos vencimentos à folha de pagamento, a PM disse que caber às pastas competentes analisar a questão, mas que concurso e curso de formação foram autorizados pelo governo do estado com base em planejamento prévio.

(Jornal do Tocantins)

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