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Araguaína: crianças e adolescentes da ‘Geração Z’ já carregam características empreendedoras

Redação AF - |
Foto: Singular Comunicação
Ana Clara tem um canal no Youtube

Criar canais no YouTube pode parecer comum nos dias de hoje, mas isso diz muito sobre a característica de empreender que a chamada Geração Z carrega consigo. Mesmo sem saber que estão empreendendo, cada vez mais crianças e adolescentes criam novos produtos nos canais disponíveis na internet para que as pessoas consumam informação e diversão, seja no ímpeto de ensinarem algo ou, simplesmente, mostrarem a rotina do dia a dia.

Empreendedorismo embrionário

Geralmente, o comportamento desses jovens é em decorrência da necessidade que essa geração tem de estar presente nesse universo dinâmico e sem fronteiras que é a internet. Para Ronaldo Dias, contador e diretor da Brasil Price, o comportamento destes jovens é altamente empreendedor, visto que o futuro dos negócios está nas relações digitais com os clientes.

“Em um primeiro momento, é só diversão, é querer fazer parte de um grupo. Mas o retorno pode vir rápido e acompanhado de ganhos financeiros. É a partir daí que muitos passam a levar a coisa a sério e realmente investir na atividade profissionalmente”, diz Ronaldo.

Apenas diversão…

A Maria Clara de Oliveira, de 12 anos, já está veterana na área. Ela mora em Araguaína e há um ano começou um canal no YouTube (Canal Lila Games BR: https://www.youtube.com/channel/UCnkPLPHwsnclFoTk4h5kh4A), onde publica fases de jogos que ela joga com outras pessoas. Ela mesma joga, filma e edita, antes de colocar na rede.

Segundo a adolescente, o objetivo é divertir as pessoas inscritas e interagir com aqueles que gostam das mesmas coisas que ela. “Antes de começar, eu era espectadora, então resolvi abrir meu próprio canal e hoje tenho 205 inscritos, sendo a maioria de outros lugares”, explica.

Foto: Arquivo Pessoal
Ana Clara.

Assim como Maria Clara, a super conectada Juliana Silva também tem um canal há um ano (Canal Juh Silva:https://www.youtube.com/channel/UCzEhlx6mUbb1abSgnS93KFA), só que lá ela conta a rotina da sua vida e dá dicas sobre como passar de ano, por exemplo.

Aos 11 anos, ela já publicou vídeos da festa surpresa que teve quando conseguiu 100 inscritos e de outras peripécias do dia a dia. A adolescente diz que se sente feliz em partilhar esses momentos com os seguidores e que pretende alcançar muito mais. “Quero poder ensinar mais coisas e entreter as pessoas que me seguem. Esse ano, pretendo alcançar os 300 inscritos”, relata Juliana.

… mas com metas

Maria Clara é mais ousada: o objetivo é ter 1000 inscritos e criar um vlog para comentar assuntos dos quais ela não concorda. “Minha conta me permitiu conhecer coisas que eu não fazia ideia que existiam, então quero continuar promovendo canais que ajudem outras pessoas”.

Para a Juliana, poder interagir com as pessoas mantém a vontade de continuar com esse propósito. “Gosto de atender aos pedidos dos meus seguidores e, depois que criei meu canal, converso bastante com os que me assistem”, finalizou.

Quando a brincadeira fica séria

“É como se essa geração já nascesse com o ‘gene’ do empreendedorismo. E, sem saber, estão totalmente imersos e atentos às demandas do ‘mercado’. Toda empresa que segue essa cartilha tem tudo para dar certo”, observa o diretor da Brasil Price.

E ele ainda acrescenta: “É muito importante ressaltar que, no momento em que as coisas começam a dar certo, um acompanhamento profissional para lidar com as questões burocráticas e tributárias é algo imprescindível, pois evitam enormes dores de cabeça”.

De Araguaína para o Brasil

Um exemplo de sucesso, que começou em Araguaína a partir de um despretensioso canal no YouTube, ocorreu com uma adolescente, que resolveu gravar algumas musicas e compartilhar na internet.

Pouco tempo depois, cantando com uma amiga, um dos seus vídeos explodiu, com milhões de visualizações, culminando no lançamento de uma carreira artística profissional, a dupla Anavitória. (Singular Comunicação)

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