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Assistente social presta depoimento à PF e revela detalhes de suposto esquema de venda ilegal de casas

Redação AF - |
Foto: AF Notícias
Depoimento foi prestado à Polícia Federal no último dia 19 de abril.

A Polícia Federal de Araguaína já colheu o primeiro depoimento de uma das ex-servidoras do Município supostamente envolvida na tentativa de fraude ao programa habitacional “Minha Casa Minha Vida”. A assistente social Silvânia Bessa prestou depoimento no último dia 19 de abril ao delegado Tarcísio Júnior Moreira Lima, onde contou detalhes de como funcionava o suposto esquema para “venda” de casas e ainda indicou alguns possíveis beneficiários.

Silvânia era servidora da Secretaria Municipal da Habitação desde 2013, onde era responsável pelo atendimento a moradores de áreas de risco que seriam beneficiados pelo programa habitacional. De acordo com ela, em junho de 2015, 200 casas foram disponibilizadas para as famílias que moravam em área de risco, que seriam selecionadas a partir da emissão de laudos da Defesa Civil. Cerca de 125 famílias teriam se encaixado nesse critério e então o prefeito Ronaldo Dimas teria autorizado a indicação de pessoas para que se chegasse ao número de 200 beneficiários. Entre os indicados estariam a passadeira e o jardineiro da casa de Dimas, conta a ex-servidora.

Após as indicações, Silvânia afirma que foram enviados 190 cadastros para análise no sistema SITAH, da Caixa Econômica Federal, e todos teriam sido aprovados. No entanto, segundo a ex-servidora, cerca de 29 casas foram distribuídas sem quaisquer critérios regulamentares, por indicação política e pessoal.

A Assistente Social afirmou ainda que 36 casas teriam sido “vendidas” por R$ 5 mil, valor que ela mesma teria arrecadado em envelopes sob a alegação de que seria para o pagamento de uma “taxa municipal”. Os envelopes contendo o dinheiro eram repassados para a coordenadora da Área de Risco da Secretaria. Silvânia acrescentou ainda no depoimento à PF que essa servidora teria afirmado que pretendia se candidatar a vereadora nas próximas eleições municipais e a quantia arrecadada serviria para financiar sua campanha.

Em março deste ano, após denúncias sobre o esquema de vendas de casas, Silvânia e outros dois servidores supostamente envolvidos foram exonerados. Os 36 beneficiários que teriam pago pelas casas tiveram os benefícios suspensos e teriam passado a ameaçar a Assistente Social.

Após a descoberta do esquema, Silvânia contou que a CPU de um computador da Secretaria, bem como um pendrive contendo informações sobre o esquema, teriam desaparecidos.

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