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Associação de Peritos vê Márlon Reis como esperança de combate à corrupção no Tocantins

Redação AF -
Foto: Divulgação
Pré-candidatura ao governo do Tocantins do advogado e ex-juiz responsável pela criação da Lei da Ficha Limpa motiva manifestação de apoio de entidade que representa peritos criminais federais.

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) vai recepcionar o ex-juiz e advogado Márlon Reis, de 47 anos, no próximo dia 19 de outubro, em sua sede em Brasília (DF). No encontro, a entidade fará entrega de uma carta manifestando, conforme a direção da associação, “esperança na melhoria da transparência, da eficiência e do combate à corrupção no Estado, com o advento da sua candidatura a governador”.

Márlon Reis recebeu a confirmação da agenda do encontro na manhã desta segunda-feira, dia 9, em Palmas. “Fico muito emocionado e satisfeito com a manifestação de uma categoria tão importante como é a dos peritos criminais federais, que também atua diretamente e tem papel fundamental no combate à corrupção em todos os níveis”, disse.

Segundo ele, a homenagem reforça a responsabilidade e otimismo de Márlon Reis para a disputa do governo do Tocantins. “A manifestação da APCF é algo inédito. Isso reforça a responsabilidade do movimento que deseja uma mudança do paradigma e o fim, de fato, do domínio do Estado pelas mãos das oligarquias que sempre comandaram os rumos do Tocantins, com o resultado que aí está”, afirmou.

Tocantinense de Pedro Afonso, Márlon Reis é pré-candidato a governador do Tocantins pela Rede Sustentabilidade. Em razão da profissão do pai, o bancário Dourival Alves dos Reis, foi obrigado a mudar de cidade várias vezes, acompanhado da mãe, dona Arlete Jacinto Reis, e dos irmãos. Foi feirante. E, em 1993, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, em 1993. Quatro anos depois, foi aprovado em terceiro lugar em concurso para se tornar juiz de direto no Maranhão, onde trabalhou Passagem Franca, Riachão, Olho d’Água das Cunhãs, Alto Parnaíba, Itapecuru-Mirim e João Lisboa. Mesmo com os compromissos de trabalho, sempre esteve no Tocantins.

Doutor em Sociologia Jurídica e Instituições Políticas pela Universidad de Zaragoza (Espanha), Márlon Reis atuou como juiz de Direito no Maranhão por duas décadas. É, atualmente, advogado, com atuação destacada em Direito Eleitoral em tribunais superiores. Redator do projeto, foi um dos principais responsáveis pela Lei da Ficha Limpa, que já impediu 1,3 mil candidatos de assumirem funções por terem sido condenados em tribunais. A lei foi originada de projeto de iniciativa popular com adesão de 1,6 milhão de assinaturas e que teve Márlon Reis como um dos mobilizadores.

COMBATE À CORRUPÇÃO

Já como juiz, Márlon Reis fundou em 2002 o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne atualmente mais de 60 entidades e organizações sociais de todo o Brasil. Foi agraciado com o prêmio Innovare – O Judiciário do Século XXI, concedido pela Fundação Getúlio Vargas, Ministério da Justiça e Associação dos Magistrados Brasileiros. Este é o principal prêmio da magistratura brasileira.

Ele foi designado em 2008 para ser juiz auxiliar da presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Na função, coordenou 1.500 audiências públicas em todo o território nacional da chamada “Campanha Eleições Limpas”. No ano seguinte, foi eleito pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes. Já em 2012,representou o Brasil no “Draper Hills Summer Fellows”,encontro mundial sobre cidadania, direitos humanos e mobilização social, no estado da Califórnia, EUA, a convite da Universidade de Stanford. Ele foi o único brasileiro selecionado para o evento entre 460 líderes.

DOADORES DE CAMPANHA

Outra iniciativa do tocantinense Márlon Reis com repercussão nacional ocorreu nas eleições municipais de 2012. Ele foi o primeiro juiz a exigir que os candidatos divulgassem antecipadamente os nomes dos doadores de suas campanhas. A medida de Márlon Reis foi adotada pela ministra Cármem Lúcia, na época presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se tornou determinação nacional. A medida possibilitava o eleitor a saber, em meio às campanhas eleitorais, quais eram os financiadores dos candidatos. Por esta iniciativa, Márlon Reis ganhou em 2012 o Prêmio UNODC, dado pelo Escritório da Organização das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime. Nas próximas eleições as doações empresariais estão proibidas.

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