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Atos pró-impeachment da presidente Dilma acontecem em todos os Estados do país

Redação AF -

Atos em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff foram registrados em todos os estados do país neste domingo. A maioria dos participantes vestiu roupas com as cores da bandeira do Brasil, a exemplo dos protestos realizados em março, abril e agosto passados. O número de manifestantes, no entanto, pouco lembrou os atos anteriores.

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São Paulo é a capital que reuniu o maior contingente, segundo as estimativas das PMs: 30 mil pessoas teriam participado do ato na Avenida Paulista. No estado, 36.500 teriam ido às ruas contra o governo.

Na comparação aos demais eventos pró-impeachment realizados no ano, nota-se uma queda significativa de público: em agosto, 350 mil foram à Paulista, em abril, 275 mil, e, em março, 1 milhão. A adesão inferior foi reconhecida pelos organizadores que, no entanto, não acreditam que o clamor público pelo fim do governo da presidente Dilma Rousseff tenha perdido força. Brasília foi a segunda capital com a maior adesão: cerca de 6 mil pessoas.

Nas redes sociais, o #foradilma deste domingo foi 88% menor do que foi em março.

ENTERRO SIMBÓLICO EM BRASÍLIA

No gramado em frente ao Congresso Nacional, os manifestantes conduziram um caixão com uma caricatura de Dilma e uma bandeira do PT. Foi o que eles chamaram de enterro do PT. Após a encenação, colocaram fogo no caixão, que era emprestado. Os organizadores levaram também um boneco gigante de Dilma com o nariz semelhante ao do personagem Pinóquio.

Em muitas cidades, houve manifestação de apoio ao juiz Sérgio Moro, que está à frente das investigações da Lava-Jato.

No Rio, manifestantes ocuparam a Orla de Copacabana e levaram uma imensa bandeira verde e amarela onde se lia a palavra “impeachment”. Houve um momento de tensão quando um policial apontou a arma de bala de borracha para um grupo de skatistas. A PM não divulgou números de quantos manifestantes foram à orla.

DATAFOLHA: 40.300 PESSOAS

Em São Paulo, os manifestantes levaram os bonecos infláveis Pixuleco e Dilma à Avenida Paulista. Os grupos organizadores – Vem pra Rua, Revoltados Online, Endireita Brasil e Movimento Brasil Livre – levaram sete carros de som para a principal via da cidade, que tem ficado lotada aos domingos desde que começou a ser fechada ao trânsito e usada a lazer pelos paulistanos. Alguns participantes do ato fizeram um panelaço. Segundo o Datafolha, o ato teria reunido 40.300 manifestantes.

No Rio, os manifestantes pró-impeachment se reuniram em Copacabana.
No Rio, os manifestantes pró-impeachment se reuniram em Copacabana.

Hélio Bicudo, um dos autores do pedido de impeachment, subiu no carro do Vem na Rua na Avenida Paulista e leu um discurso:

– Exigimos o impeachment da doutora Dilma. Nesta avenida, nas ruas e praças de todo o Brasil, nossos corações transbordam uma só palavra: impeachment.

Do alto de um caminhão de som na Avenida Paulista, Rogério Chequer, líder do Vem para Rua, anunciou que a próxima manifestação vai acontecer no dia 13 de março, sem justificar a escolha da data.

Chequer reconheceu que o protesto deste domingo reuniu menos gente do que os outros três realizados este ano.

— Acredito que tinha (neste domingo) 100 mil pessoas. Tivemos menos tempo de mobilização. Não significa esvaziamento da bandeira junto à população – disse ele.

HOMEM DETIDO EM MG

Em Belo Horizonte, foram cerca de 3 mil pessoas que se concentraram em duas preças, de acordo com a PM. Um homem foi detido durante a manifestação pró-impeachment na Praça da Liberdade. Ele seria um morador de rua que tentou furar o boneco inflável do ex-presidente Lula.

Em Belém, a polícia informou que o ato reuniu 1,2 mil. Segundo os organizadores da manifestação, foram 6 mil. No ato da capital paraense, defensores do governo Dilma discursaram em um carro de som da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o que gerou vaias entre os manifestantes que pediam a saída da presidente. A Polícia Militar fez um cordão de isolamento para acalmar os ânimos.

No Recife, mil pessoas participaram da manifestação, de acordo com os organizadores. A PM não fez a contagem. Manifestantes, que seguraram uma grande faixa verde e amarela, se concentram no Marco Zero, principal ponto turístico da capital pernambucana. Havia um boneco gigante do juiz Sérgio Moro numa demonstração de apoio a ele.

Em Salvador, a estimativa da PM é que a manifestação reuniu 500 pessoas. Manifestantes levaram cartazes contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Ele suspendeu até o dia 16 a tramitação do pedido de impeachment da presidente Dilma.

No Paraná, os protestos ocorreram em Curitiba, Maringá, Londrina e Ponta Grossa. Na capital, o grupo se concentrou na Praça Santos Andrade às 13h. Eles inflaram um boneco do ex-presidente Lula vestido como preso, estenderam uma faixa de apoio à Operação Lava Jato, e saíram em caminhada em direção à Boca Maldita. A PM contabilizou 10 mil pessoas no ato, contra 25 mil pessoas da contagem dos organizadores.

Em Macapá, a organização informou que 85 participantes foram ao ato. Não houve a presença da Polícia.

O ato em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, durou 50 minutos no Obelisco, um dos pontos turísticos da capital. O protesto estava marcado para as 16h. Durante a concentração, os manifestantes tentaram fechar o trânsito da Avenida Afonso Pena e houve reza de Pai Nosso.

No Amapá, cerca de 85 pessoas, segundo o Movimento Brasil Livre, reuniram-se na Praça da Bandeira, no Centro de Macapá, para pedir o impeachment de Dilma Rousseff.

 

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