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Audiência discute criação de conselho para gays, lésbicas, travestis, bissexuais e transexuais em Araguaína

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
Discussão na Câmara de Vereadores de Araguaína sobre a criação do Conselho da Diversidade

A I Audiência Pública LGBTQIA (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais e assexuais), teve como principal resultado o encaminhamento da criação do Conselho Municipal da Diversidade em Araguaína. A reunião foi realizada na última quarta-feira (18/05), na Câmara de Vereadores. A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) colaborou com as discussões por meio da participação da analista jurídica Juliana Dias e do defensor público Sandro Ferreira Pinto.

Além da criação do Conselho da Diversidade, foi proposta a regulamentação e treinamento de agentes públicos para o uso do nome social em Araguaína. A audiência promoveu também o debate quanto à situação atual do segmento frente à falta de acesso a políticas públicas de saúde e assistência social. Segundo o vereador Abraão de Araújo Pinto, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara, o relatório da audiência com as reivindicações do segmento serão encaminhadas ao executivo municipal.

O defensor público Sandro Ferreira Pinto ressaltou que em um país livre e democrático, o cidadão tem o direito de escolher sua opção sexual. “Em pleno século XXI estamos em uma audiência pública para falar de tratar seres humanos como seres humanos”, refletiu.

A analista jurídica da DPE-TO, Juliana Dias, representante do Núcleo da Diversidade Sexual (Nudis), destacou que o cerceamento de direitos abala a segurança jurídica. “Se hoje estão sendo tolhidos os direitos dessas pessoas por questões de gênero e sexualidade, amanhã outros grupos podem ser atingidos. Ao negar o direito fundamental ao nome, demonstramos que não temos igualdade entre as pessoas”, afirmou.

A analista jurídica fez um apelo aos vereadores presentes para que as discussões do legislativo fossem pautadas pela constitucionalidade. “Jamais um projeto de lei pode ser votado de forma a afrontar os direitos fundamentais da pessoa”, ressaltou.

Presentes

Estiveram presentes os vereadores integrantes da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Câmara, representantes do Coletivo Flor de Pequi, Ibrat- Instituto Brasileiro de Transmasculinidades, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-TO), Universidade Federal do Tocantins (UFT) e do segmento LGBTQIA.

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