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Audiência é marcada para ouvir os acusados da morte do advogado Danillo Sandes

Agnaldo Araujo - | - 562 views
Foto: Divulgação/Facebook
Danillo Sandes foi morto aos 30 anos

Os acusados da morte do jovem advogado de Araguaína Danillo Sandes Pereira, de 30 anos, serão ouvidos pela justiça no dia 1º de fevereiro de 2018, as 8 horas A audiência foi marcada pelo juiz Francisco Vieira Filho, da 1ª Vara Criminal de Araguaína.

Durante a audiência, serão ouvidas as testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público Estadual (MPE), as de defesa e o interrogatório dos acusados.

O farmacêutico Robson Barbosa Santos, de 32 anos, é apontado como mandante do crime. Os executores seriam os policias militares do Pará, Rone Marcelo Alves Paiva, João Oliveira dos Santos Júnior e o ex-militar Wanderson Silva de Sousa. Jeosafá Pinheiro, também policial militar do Pará, é apontado como autor dos tiros contra o advogado. Todos os envolvidos estão presos.

Na decisão, o magistrado indeferiu dois pedidos de rejeição das acusações e afirmou que “a denúncia foi embasada em prévias investigações policiais, devidamente relatadas no inquérito policial”.

Contudo, o juiz alerta que não está totalmente provada a culpa dos acusados. “É certo que ainda é cedo para se afirmar que os denunciados, de fato, foram os autores do fato criminoso narrado nos autos. Contudo, também é certo que por meio da leitura do inquérito policial, se conclui que a denúncia não foi vazia”, destacou.

O magistrado confirmou o recebimento da denúncia “porque contém os requisitos legais e narra circunstanciadamente a atuação dos denunciados, propiciando-lhes ampla defesa”.

ENTENDA

O advogado Danillo Sandes foi executado com dois tiros na nuca, no dia 25 de julho de 2017. As investigações apontam que a vítima saiu de casa na manhã do desaparecimento afirmando que iria para Filadélfia, onde havia marcado um encontro, por telefone, com supostos clientes.

O corpo foi localizado cinco dias depois, em uma chácara a 18 quilômetros de Araguaína, em estado avançado de decomposição.

Segundo a Polícia Civil, o crime foi motivado pela recusa do advogado em ocultar patrimônio em um processo de inventário, em que apenas Robson seria beneficiado, em detrimento dos demais herdeiros. A herança está estimada em R$ 7 milhões.

O farmacêutico foi preso em Marabá (PA) no dia 28 de agosto de 2017 e os três PMs no dia 21 de setembro, na mesma cidade. O quarto policial envolvido também foi detido no Pará.

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