Autor das denúncias, Vicentinho conta detalhes da operação da PF e ataca Carlesse

Redação AF - |
Foto: Nielcem Fernandes / AF Notícias
Vicentinho Alves (PR) candidato a governo do Tocantins

O candidato a governador do Tocantins Vicentinho Alves (PR), autor das duas denúncias que levaram a Polícia Federal aos órgãos do Governo do Estado em busca de documentos, revelou alguns detalhes das supostas irregularidades. A PF não prestou nenhum esclarecimento oficial sobre a operação.

Apesar do conteúdo da investigação correr em segredo de justiça, Vicentinho disse que a suspeita na Secretaria da Fazenda (Sefaz) e na Secretaria do Desenvolvimento Econômico (Seden) trata-se de pagamento ilegal de emendas parlamentares feito às vésperas da eleição suplementar pelo governador interino Mauro Carlesse (PHS).

Segundo Vicentinho, as emendas seriam para gastos com shows, festas, eventos esportivos, religiosos e atividades de recreação.

“Entre as curiosidades absurdas da operação estava o fato do governador interino ter autorizado a liberação da própria emenda de quando era deputado. O valor é de R$ 300 mil e foi destinado à 46° Exposição Agropecuária de Gurupi”, disse Vicentinho, acrescentando que seriam “atitudes irresponsáveis, graves e de afronta a legislação eleitoral”.

O valor total de emendas liberadas soma mais de R$ 18 milhões, conforme o candidato.

NO PALÁCIO

Já no Palácio Araguaia, Vicentinho disse que a PF levantou provas de uso da máquina e de funcionários públicos na campanha de Carlesse. Segundo ele, “foi feita uma verdadeira varredura no Palácio”.

Vicentinho detalhou que no local foram buscadas provas de utilização de servidores públicos e a própria estrutura física do governo para ações da campanha de Carlesse.

A assessoria do senador disse que a PF foi na Secom (Secretaria da Comunicação), Secretaria da Casa Civil, gabinete do Governador e outros órgãos localizados no Palácio Araguaia.

Vicentinho ainda detalhou o esquema da operação: “Ao todo, foram mobilizados mais de 50 policiais, divididos em dez equipes. Esta é a segunda vez que a PF precisa cumprir ordem judicial contra o governo Carlesse pela mesma suspeita. No dia 28 de maio, a PF já havia feito uma operação no dia 28 de maio por suspeita que o governo estaria desrespeitando ordem judicial que proibia pagamentos não prioritários”.

NA REDESAT

A PF também esteve na RedeSat (rede de rádio e televisão do governo do Estado). Lá, segundo Vicentinho, o motivo é o contrato de R$ 1 milhão assinado em 17 de maio para TV Digital.

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