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Babaçulândia, Santa Fé e Xambioá têm administração ineficiente; Palmeirante e Campos Lindos são as piores

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Palmeirante é uma das piores cidades em "eficiência" do Tocantins.

Todas as pequenas cidades localizadas próximas a Araguaína, na região norte do Estado, possuem gestões ineficientes, que entregam poucos serviços básicos à população com os recursos arrecadados. É o que mostra o Ranking de Eficiência de Municípios elaborado pelo jornal Folha de São Paulo com o instituto Datafolha, divulgado neste final de semana.

A ferramenta inédita mostra quais prefeituras entregam mais serviços básicos à população usando menor volume de recursos financeiros.

As gestões de cidades como Arapoema (0,429), Barra do Ouro (0,427) e Filadélfia (0,400) possuem “pouca eficiência”. Mas a situação piora nas cidades de Nova Olinda (0,387), Muricilândia (0,377), Santa Fé do Araguaia (0,373), Araguanã (0,365), Xambioá (0,362), Babaçulândia (0,349), Aragominas (0,348), Bandeirantes do Tocantins (0,347), Goiatins (0,336), Itacajá (0,320), Darcinópolis (0,308), onde as gestões são totalmente “ineficientes”, incluindo os municípios de Campos Lindos (0,214) e Palmeirante (0,212), que ocupam os dois últimos lugares da lista no Estado.

O Ranking de Eficiência de Municípios possui uma escola de 0 a 1 e leva em conta indicadores de saúde, educação e saneamento para calcular a eficiência da gestão. O município estará melhor colocado se conseguir entregar mais serviços à população com menos recursos. Mais de 84% das cidades do Tocantins possuem gestões com “pouca eficiência ou ineficientes”. Somente Porto Nacional (0,519), Ananás (0,510), Sitio Novo (0,508) e Colinas (0,505) obtiveram pontuação superior a 0,5 e foram classificados como “eficientes”. Outros 18 municípios, incluindo Palmas (0,475) e Araguaína (0,468), possuem “alguma eficiência”.

Mas essa triste realidade não é só do Tocantins. No Brasil, apenas 24% das cidades ultrapassam 0,50 e, por isso, podem ser consideradas eficientes. Pesquisa nacional do Datafolha mostra que só 26% dos brasileiros aprovam a gestão de suas prefeituras.

Em crise, os municípios espelham também alguns dos principais desafios do país, como o crescimento do gasto público, a dependência de verbas federais, a perda da dinâmica da indústria e a ascensão do agronegócio.

Veja aqui o ranking da Folha.

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