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Bebê de 7 meses se alimenta através de sonda e mãe denuncia falta de materiais em posto de saúde

Agnaldo Araujo -
Foto: AF Notícias
O bebê alimenta através de sonda

Márcia Costa//AF Notícias

O pequeno Davi Henrique Pereira dos Santos, de apenas 7 meses de idade, nasceu com problema neurológico e com o estômago fechado. A criança precisa de duas sondas para se alimentar. Elas estão acopladas ao estômago do bebê, uma por onde passa o alimento, a outra para a aspiração, e ainda são necessários frascos de dieta para sua alimentação.

Além da luta constante pela sobrevivência de Davi, a família da criança ainda enfrenta dificuldades na saúde pública. A tia e a mãe do menino precisam ir constantemente ao posto de saúde do Setor Araguaína Sul para pegar os materiais que são utilizados na alimentação especial da criança, ofertados pelo Serviço Único de Saúde (SUS). Porém, nessa semana, a mãe foi foi informada de que os materiais estavam faltando.

Eu sempre vou buscar os materiais nessa UBS. Na última vez a atendente me respondeu com um sorriso de deboche, dizendo que se eu quisesse teria que comprar, pois lá não tinha os produtos. Não tem as sondas, nem frascos e eles me deram uma seringa para usar na alimentação, sendo que a seringa só pode ser usada uma vez. E como vou conseguir trocar uma seringa de três em três horas? Estou fervendo e reutilizando, o que não é recomendável”, ressaltou Leila Pereira dos Santos, tia do bebê.

Segundo a mulher, não é a primeira vez que faltam os materiais na unidade. Por causa disso, a situação da criança piorou. A família alega que sem os materiais necessários, não há como preservar a vida da criança.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura de Araguaína informou que fornece insumos, como fitas, luvas, gases e sondas, para o menino Davi Henrique Pereira. “Neste início de ano, o fornecimento de alguns desses insumos ainda não foi regularizado pelo fornecedor, mas a Prefeitura está buscando resolver o problema o mais rápido possível”, diz a nota.

Quanto à alimentação, a prefeitura esclareceu que, por ser um atendimento especializado, é de competência do Governo do Estado. “A Prefeitura só é autorizada a fornecer quando a criança está hospitalizada ou por ordem judicial”, finalizou.

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