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Brasil aparece como segundo mais corrupto em lista com 63 países, atrás da Venezuela

Agnaldo Araujo - |
Foto: Antonio Cruz/Abr
Os dados estatísticos sobre o país caem com a crise política e econômica

Afetado pela crise política, o Brasil é visto como o segundo mais corrupto entre 63 países pesquisados, atrás apenas da Venezuela. Ao mesmo tempo, o país também piorou em termos de competitividade e aparece na terceira pior posição no Relatório de Competitividade Global 2017.

O relatório elaborado pelo IMD, uma das mais reputadas escolas de administração do mundo, sediada em Lausanne, aponta queda pelo quinto ano consecutivo da competitividade do Brasil. A maior economia da América Latina ocupa agora a 61ª posição enquanto no ano passado estava na 57ª ­, e agora fica à frente apenas de Mongólia e da Venezuela.

Segundo especialistas, a pior classificação é ocupada por países que estão sofrendo turbulências políticas e econômicas e era de se esperar que países como a Ucrânia (60º), Brasil (61º) e Venezuela (63º) caíssem no ranking global, diante das notícias sobre questões políticas.

O IMD faz o ranking usando 260 indicadores, sendo dois terços de dados como emprego, comércio exterior, custo do capital e outros. O outro terço vem de 6.250 respostas a uma sondagem junto a executivos internacionais, para medir a percepção deles sobre questões como corrupção, meio ambiente e qualidade de vida nos países.

Eficiência governamental

Em termos de eficiência governamental o Brasil aparece na 62ª posição, a segunda pior do ranking global, só atrás também da Venezuela. Um dos componentes desse indicador é “propina e corrupção”, com o Brasil também aparecendo como o segundo pior entre os 63 países

Na verdade, corrupção é uma epidemia na América Latina. Os cinco países vistos no exterior como os que mais têm as práticas de propina são Venezuela (63º), Brasil (62º), Colômbia (61º), Peru (60º) e México (59º).

Apesar desse cenário, o relatório do IMD destaca que os investidores externos continuam levando dinheiro para o Brasil, e o risco financeiro, considerando a imprevisibilidade política no país, está no ranking em 33º, relativamente baixo.

O Brasil registra também um fluxo sustentável de Investimento Direto Estrangeiro (IDE), na comparação internacional. Ou seja, na medida em que a situação política se estabilizar, o potencial de retomada da economia é reconhecido.

Além disso, o país continua aparecendo relativamente bem em termos de eficiência dos negócios (49ª posição). A flexibilidade das empresas, sem entrar em detalhes de como isso ocorre, fica na 10ª posição, globalmente.

Educação

Sem surpresa, o desastre na educação brasileira volta a ser destaque na comparação internacional e ajuda a afundar a competitividade da economia do país. O Brasil é oitavo em termos de gastos públicos na educação, mas 62º em qualidade de educação, ou seja, o segundo pior do mundo.

Mais competitivos

Os países mais competitivos do mundo são os conhecidos de sempre: Hong Kong, Suíça, Cingapura, EUA e Holanda. Esses países mantêm um ambiente amigável aos negócios, que encoraja abertura e produtividade, na avaliação do IMD. A China também melhorou cinco posições, ocupando agora o 18º lugar no ranking geral.

Pela primeira vez, o IMD publica um ranking separado sobre especificamente sobre a competitividade digital. O Brasil fica em 54ª posição. No turbilhão político do Brasil, o IMD avalia que um dos desafios para o país é recuperar a confiança internacional.

Fonte: Valor Econômico

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