BRK desmente boato sobre corpo encontrado dentro de reservatório de água

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
A empresa desmentiu o boato

Nielcem Fernandes//AF Notícias

Circulou nas redes sociais durante toda esta quarta-feira (03) um boato relatando que o corpo de um homem teria sido encontrado dentro de um dos reservatórios de água de responsabilidade da empresa BRK Ambiental, em Palmas.

De acordo com o texto que viralizou, o corpo foi encontrado no final da tarde da ultima terça-feira (02),  dentro do reservatório da Companhia de Águas e Saneamento do Estado do Tocantins (Atual BRK Ambiental). O texto com as falsas informações alerta a população para não consumir água por 12 horas, pois os funcionários da companhia tinham encontrado o cadáver em avançado estado de decomposição.

O AF Notícias procurou a BRK e, por meio de sua assessoria, a empresa disse que não houve nenhuma ocorrência dessa natureza em Palmas e lamentou esse tipo de atitude.

Confira a nota na íntegra

Nota

“Há uma notícia falsa circulando pelas redes sociais informando que um corpo foi encontrado no reservatório de água de Palmas, capital do Tocantins. A BRK Ambiental esclarece que não houve nenhuma ocorrência dessa natureza e que as áreas de captação de água são monitoradas 24 horas por dia, assim como a água tratada distribuída para abastecimento da cidade. A empresa lamenta esse tipo de atitude e orienta a população que se mantenha informada pelos canais institucionais da empresa: 0800 6440 195 , brkambiental.com.br e @BRK.Ambiental nas redes sociais.

Como saber se uma notícia é falsa (Fake News)?

Especialistas dão dicas de como detectar a procedência de uma informação que está circulando na internet. Todas as notícias e informações que você compartilha nas suas redes sociais são verdadeiras? As notícias falsas só circulam porque muita gente as passa em diante. Com um pouco de atenção, porém, é possível escapar das armadilhas que circulam pela web.

1 – Você conhece o site da notícia?

Você conhece aquele site? Sabe que tem uma equipe responsável por ele? Segundo material produzido pelo Instituto Poynter, entidade americana que analisa e estuda a imprensa, quando você acessa um site, a primeira coisa que deve fazer é verificar onde está e quem está por trás das páginas que está lendo. Se não conseguir encontrar nenhuma informação sobre o autor ou nenhuma seção que explique o que é o site, é melhor ficar atento.

2 – Dá pra saber de quando é a notícia?

Geralmente, notícias falsas não indicam quando o fato narrado aconteceu – se nesta semana, se neste ano, se há dez anos. Por isso, é muito fácil que boatos antigos voltem a circular nas redes de tempos em tempos. Como não há indicação de tempo, aquela “notícia” pode sempre ser atual. Por isso, veja se a notícia é datada de alguma forma. Caso o texto tenha uma data de publicação, se atente a ela – pode ser que aquele link seja antigo.

3 – A notícia é assinada? Por quem?

Não, você não precisa conhecer todos os jornalistas do mundo pelo nome. Mas, segundo especialistas, a maioria das notícias falsas compartilhadas nas redes sociais não tem um autor identificado – principalmente quando são apenas textos repassados por Whatsapp e não estão hospedados em sites.

Em outros casos, os textos são “assinados” por personalidades conhecidas, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ou o jornalista Arnaldo Jabor. Nesses casos, é importante ligar o “desconfiômetro”: é muito fácil escrever uma mensagem de cunho político, colocar que o autor é alguém conhecido e repassar no Whatsapp. Caso aquela mensagem seja verdadeira, uma rápida busca online pode levar rapidamente a sites repercutindo as informações. Caso a busca não traga nada claro, tudo indica que é mentira.

4 – Você consegue identificar a fonte das informações?

Caso seja difícil identificar a fonte das informações, você já tem outro sinal amarelo de que aquela notícia pode ser falsa. É fácil inventar um texto e não ter que deixar claro para o seu leitor de onde ele veio. Isso possibilita que as pessoas escrevam qualquer coisa, já que não precisam provar nada para ninguém.

Em muitos casos, porém, órgãos e nomes bastantes conhecidos são usados para dar credibilidade à informação. Correntes de e-mail e do WhatsApp circulam frequentemente com a assinatura completa de um médico, um funcionário público ou outro especialista. Se a suposta fonte de informação é um órgão público, basta encontrar o site oficial e checar as últimas notícias – a maior parte deles mantém assessorias de imprensa dedicadas a publicar esse tipo de comunicado.

Também é possível fazer uma busca online do nome da pessoa que assina a informação, o que pode levar a desmentidos. Caso isso não aconteça, será possível comprovar, com a busca, se a pessoa efetivamente existe, se trabalha na empresa envolvida, entre outras informações.

5 – A notícia é “bombástica”?

Aqui entra a questão de bom senso: se uma notícia parecer, à primeira vista, “inacreditável”, talvez seja justamente porque ela não existe. Segundo especialistas, em geral, quem tenta enganar os leitores escolhe exagerar ou inventar eventos absurdos para mexer com a emoção do público, principalmente quando as opiniões estão polarizadas.

A tendência é que as pessoas aceitem como verdade até informações flagrantemente falsas porque elas estão de acordo com o que acreditam. Por isso, vale pensar duas vezes e dar uma busca na internet para ver se a mesma notícia está sendo repercutida em outros lugares.”

Com informações do G1-TO.

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