Calçadas acessíveis mudam a vida de cadeirantes; mais de 65 km estão em construção

Redação AF - |
Foto: Leila Mel
Ao todo, já foram realizados quase 46 km de novas calçadas com acessibilidade em Araguaína desde 2013

O contador Raimundo Mendes do Santos, de 63 anos, usa cadeira de rodas há três anos após um acidente e comemora poder ir e vir em diversas ruas da cidade. Ele não consegue esconder a felicidade em ver ruas de Araguaína com acessibilidade para deficientes físicos, visuais e idosos. “O que parecia um sonho agora é realidade. Mesmo sendo cadeirante, posso ir e vir tranquilamente e com as rampas, consigo subir sozinho sem a ajuda de outra pessoa”.
 
Nesta etapa, serão executados mais de 65 km de calçadas com acessibilidade, que incluem rampas e piso tátil para deficientes visuais. Desse total, já foram realizados mais de 6% da obra, cerca de 4,3 km. Serão contemplados toda a região central e os bairros Vila Aliança, Senador e São João. A obra está sendo executada pela BRK Ambiental, com a supervisão da Prefeitura, por meio da Secretaria da Infraestrutura.

Ao todo, já foram realizados quase 46 km de novas calçadas com acessibilidade em Araguaína desde 2013. 4,2 km foram implantados nos setores Oeste, Aeroviário, Jardim Esplanada e São Miguel e 4,3 km já foram executados na região central e nos bairros Vila Aliança, Senador e São João. Outros 36,8 km de novas calçadas com acessibilidade foram construídos nos setores Céu Azul, Itapuã, Maracanã e Universitário.

Vida sem barreiras 

Morador de Araguaína desde 1980, Santos conta que já passou por muitas dificuldades. “Todos os dias encontramos barreiras, são órgãos públicos que não são adaptados e muitas ruas com altos e baixos, não pensam na gente”, disse.

O contador comemora a mobilidade e a independência que adquiriu com as novas calçadas. “Quando vemos um projeto de acessibilidade como este, nós que necessitamos temos que comemorar. Minha esposa que sempre resolvia a maioria das coisas pra mim. Agora ficou muito mais fácil eu e outras pessoas com mobilidade reduzida, já transita com facilidade na região central da cidade, o que parecia impossível agora é uma realidade”, ressaltou.

Santos detalhou como passou a ser cadeirante. “Eu sofri um acidente em 1977, quebrei três vértebras da coluna, tive que andar de cadeira de rodas, após vários tratamentos consegui andar de muletas. Mas infelizmente há três anos voltei a usar a cadeira, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e uma artrose que destruiu meu joelho, tendo que amputar uma das pernas”.

Foto: Leila Mel
Nesta etapa, serão executados mais de 65 km de calçadas com acessibilidade, que incluem rampas e piso tátil para deficientes visuais

De olho na acessibilidade

Algumas orientações devem ser seguidas pelos moradores com as calçadas para manterem a acessibilidade. Devem ficar atentos para não atrapalhar a visibilidade e a passagem de deficientes, como por exemplo plantas muito grande e malcuidadas, que podem ocupar o passeio.

Outro cuidado é com as rampas nas entradas de veículos nas garagens. Elas não podem criar obstáculos nem para escoamento da água, quando adentram o asfalto, nem para os deficientes. A projeção de rampa deve ser proporcional para garantir a mobilidade de cadeirantes. Com a reconstrução das calçadas, todos os acessos de meios de transporte serão rebaixados, garantindo a acessibilidade. (Gláucia Mendes)

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