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Câmara de Goiatins aprova licença e salva mandato de prefeito preso por suspeitas de corrupção

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Em placar apertado, Câmara de Goiatins aprova licença de prefeito preso pela Polícia Federal.

A Câmara Municipal de Goiatins aprovou, por 3 votos a 2, o pedido de licença por interesses particulares do prefeito Vinícius Donnover, preso acusado de corrupção desde o dia 27 de agosto, durante operação da Polícia Federal que investiga fraudes em empréstimos consignados na Prefeitura da cidade. Os vereadores se reuniram na tarde desta quinta-feira (11/08) em sessão extraordinária.

A licença, por até 30 dias, foi o meio encontrado pelo gestor para evitar a perda do mandato, já que a lei só permite o afastamento do prefeito do Município por até 15 dias, caso não tenha autorização da Câmara. Donnover, juntamente com a primeira-dama Sandra Suely, servidores e secretários continuam presos no Presídio Barra da Grota e na Cadeia Feminina de Babaçulândia.

Placar da votação

A cidade tem 9 vereadores. Votaram favoráveis ao pedido de licença Paulo César, Karcer Ribeiro e Cláudio Cruz. Os votos contrários foram dos vereadores Rubens Araújo e Domingos Gonçalves. O presidente da Câmara, José Américo, aliado do prefeito, só votaria em caso de empate.

O vereador Max Luz não compareceu à sessão e Herivelton Cavalcante se manifestou contrário logo no início e se retirou do plenário por não concordar com a sessão extraordinária. A vereadora Diana Campos, que é também oficial de justiça, está presa.

Durante a sessão, o vereador Paulo César saiu em defesa do prefeito afirmando que, até o presente momento, todos estão na condição de investigados pela Polícia Federal e que não existe nenhuma ação penal e muitos menos sentença condenatória contra os suspeitos.

Licença por até 30 dias

A licença por interesses particulares do prefeito Vinicius Donnover começa no dia 08 de agosto e segue por até 30 dias, sem remuneração, conforme o Decreto Legislativo.

Indignação dos moradores

Nas ruas, a maioria da população desaprovou o resultado da votação e questionou o fato de um prefeito preso solicitar licença para interesses particulares. “A população está indignada, vaiou todas as decisões tomadas na sessão da Câmara. O comentário que há nas ruas é de que isso só comprovou a existência do ‘mensalão de Goiatins’, onde a maioria dos vereadores são comprados pela atual gestão”, desabafou um morador, que preferiu não se identificar por temer represálias.

Operação

A Operação Bagration, da Polícia Federal, prendeu 13 pessoas com o objetivo desarticular uma organização criminosa instalada na prefeitura de Goiatins (TO). A PF estima que os prejuízos aos cofres públicos sejam de cerca de R$ 10 milhões.

De acordo com a PF, as investigações começaram em 2015. O grupo atuava em um esquema de fraudes em contracheques de servidores para fins de contratação de empréstimos consignados. No decorrer das investigações, foram constatados diversos outros crimes praticados pela organização, como desvio de recursos públicos, crimes eleitorais, fraudes em licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ao todo, cerca de 110 policiais federais deram cumprimento a 60 mandados judiciais no Tocantins e Maranhão. Desse total, 9 eram de prisão preventiva, 4 de prisão temporária, 17 de busca e apreensão, 28 de condução coercitiva, 12 de arresto de bens e imóveis e bloqueio de ativos e 6 de sequestro de gado, em Araguaína, Goiatins, Guaraí, Itacajá, Palmas e Carolina (MA), no povoado de Helenópolis.

Licença do prefeito

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