Seet
Sobral – 300×100

Colégio da rede estadual do Tocantins tem energia cortada por falta de pagamento e suspende aulas

Agnaldo Araujo - | - 539 views
Foto: Divuglação
Cartaz fixado na parede do colégio

Agnaldo Araújo //AF Notícias

A única escola estadual do Município de São Bento do Tocantins, norte do Estado, a 540 km de Palmas, teve a energia cortada por falta de pagamento. Os atrasos já estariam dentro do terceiro mês consecutivo. A partir desta terça-feira (01/02) as aulas foram suspensas até a regularização da situação.

A direção da unidade fixou um cartaz na entrada do Colégio informando o problema motivado pelo “atraso no repasse do recurso da gestão”, bem como a suspensão das aulas. “Informamos que, devido ao atraso do repasse do recurso da gestão, não foi possível efetuar o pagamento da conta de luz da Unidade Escolar. Diante da situação não haverá aulas nos turnos vespertino e noturno até a regularização da situação”, diz o cartaz.

Segundo informações de moradores, cerca de mil alunos serão prejudicados devido o corte de luz no colégio, que terá aula apenas no período matutino. Os pais também reclamaram: “sem energia, também aumentará o calor em sala de aula, o que dificultará tanto o ensino quanto a aprendizagem”.

 

No mesmo município, os alunos da rede estadual que moram na zona rural estão há várias semanas sem frequentar a escola por falta de transporte escolar. O problema é devido ao impasse entre a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e os municípios do Estado em relação ao valor repassado por aluno. Os prefeitos querem R$ 9,00 por aluno enquanto a Seduc propôs apenas R$ 6,50. A Associação Tocantinense dos Municípios (ATM) recomendou a suspensão do transporte escolar em todos os municípios.

Apreensão de ônibus

Em decorrência da falta de transporte escolar, os maradores do assentamento Mártiris da Terra, também no município de São Bento do Tocantins, apreenderam o ônibus escolar no último dia 22 de fevereiro em protesto. O ônibus da prefeitura fazia o transporte através de convênio com o Estado. O assentamento conta com mais de 56 famílias.

A reportagem solicitou esclarecimentos da Seduc, mas até a publicação da matéria não houve retorno.

Comentários pelo Facebook: