Colégio particular de Palmas corta bolsa de estudante por mãe questionar bullying

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Colégio Ulbra de Palmas

Um colégio particular de Palmas é acusado de cortar a bolsa de estudos concedida a duas alunas devido à mãe questionar bullying sofrido por uma delas. O caso teria acontecido no Colégio Ulbra, localizado na quadra 110 Norte, no centro da capital.

Segundo a mãe da criança, que preferiu não se identificar, uma de suas filhas de 11 anos, que estuda no Colégio há três anos, passou a reclamar de brincadeiras desagradáveis por partes do colegas, que a chamavam de ‘gordinha’, ‘mais feia da sala’, entre outros. A mãe disse que notou mudança no comportamento da filha e tristeza, especialmente quando ocorriam os fatos.

De acordo com a mãe, em uma das situações mais graves, foi registrado Boletim de Ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Palmas. Ela disse também que buscou por várias vezes auxílio à coordenação pedagógica da escola, mas não obteve resposta.

Conforme o relato, no dia 15 de setembro, ao buscar a filha no colégio, a menina estava visivelmente abalada por conta do bullying.  Ela conta que ligou para a mãe da criança que praticou o ato, mas foi destratada, inclusive com xingamentos. Mas, como já era horário do almoço, o fato foi comunicado à Coordenação Pedagógica do Colégio por meio de WhatsApp, porém, nenhuma providência foi tomada quanto ao bullying, a não ser chamá-la para prestar informações sobre o telefonema feito à mãe do aluno.

“Estou decepcionada com o Colégio por conta da atitude covarde do Diretor de punir minhas filhas cortando as bolsas que são oferecidas pelo Governo Federal“, desabafou.

Segundo a denunciante, a surpresa ainda mais desagradável veio quando ela procurou a escola para fazer a rematrícula das crianças e soube que a bolsa de estudos foi negada, por conta do episódio.

No documento que negou a renovação da bolsa das crianças, o diretor da escola, Joel Muller, apontou suposta falha na participação da mãe com o quadro de professores e direção da escola. Contudo, ela garante que essa justificativa é “totalmente infundada e não condiz com os fatos reais”. “Sempre atendi a todos os chamamentos da instituição, participando assiduamente das reuniões e acompanhado diariamente a rotina escolar das minhas filhas”, afirma.

Ainda segundo a mãe, a renovação das bolsas para 2018 já tinha sido aprovada pela Comissão do Colégio. “Fui informada pessoalmente pela Tesouraria, no dia 17 de outubro, sobre a renovação da bolsa, mas quando fui renovar a matrícula, no dia 06 de novembro, me negaram a bolsa. Eu já havia comprado os uniformes das crianças e feito planos para o novo ano escolar”, lamenta.

Indignada, a mãe conta que entrou com recurso contra o indeferimento da bolsa social e também acionou a justiça e os órgãos de fiscalização para denunciar o caso.

O OUTRO LADO

Em nota, o Colégio Ulbra Palmas disse que o processo de renovação e manutenção de bolsas estudantis é um procedimento baseado em requisitos estabelecidos conforme edital previsto na Lei nº 12.101/2009, Lei 12.868/2013, decreto nº 8.242/2014 e Portaria Normativa nº 15 de 14/08/2017.

Segundo a nota, após o trâmite conduzido pela Equipe de Avaliação de Bolsas, a referida mãe foi informada da não renovação de bolsas para suas filhas referentes ao ano de 2018. A mesma protocolizou pedido de reconsideração da decisão, que foi analisada pela comissão.

Em tempo hábil previsto em edital, a Equipe de Avaliação de Bolsas considerou o pedido e votou pela renovação de bolsas estudantis das estudantes para 2018. A mãe seria informada da questão em reunião com o Colégio no dia de ontem, 21, porém a mesma não compareceu ao encontro”, acrescentou.

O colégio ressaltou que todos os trâmites do processo de renovação e manutenção de bolsas foram seguidos conforme preveem edital e legislações vigentes.

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