Com braço direito de Amastha na prisão, CPI vai apurar rombo de R$ 50 milhões em Palmas

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Vereadores acusavam o ex-presidente de tentar barrar a CPI

Nielcem Fernandes // AF Notícias

O vice-presidente da Câmara de Palmas, vereador Léo Barbosa (SD), assumiu a presidência da Casa e já instaurou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do PreviPalmas que estava engavetada pelo presidente afastado José Lago Folha Filho (PSD) desde abril de 2017.

“Assumi interinamente a presidência da Câmara Municipal de Palmas e já conseguimos dar uma resposta rápida ao povo de Palmas. Instauramos a CPI do Previpalmas que investigará os rombos e direcionamentos do dinheiro da aposentadoria do servidor público de nosso município, fruto do suor e trabalho daqueles que contribuem com nossa cidade”, disse Léo Barbosa.

Folha estava foragido da justiça desde a última sexta-feira (3), mas se apresentou na noite dessa segunda-feira (6), prestou depoimento e foi conduzido à Casa de Prisão Provisória de Palmas.

Folha é o braço direito do ex-prefeito Amastha e estava travando a criação da CPI desde o ano passado. Ele é um dos alvos da 2ª fase da Operação Jogo Limpo da Polícia Civil que investiga desvio R$ 7 milhões da Prefeitura de Palmas através de convênios feitos com entidades esportivas com a Fundesportes.

A CPI irá investigar a aplicação temerária de R$ 30 milhões no fundo de investimentos Icla Trust, por meio do projeto Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), e outra de R$ 20 milhões no Fundo Tercon.

Icla Trust é o novo nome da empresa NSG, que causou um prejuízo de R$ 330 milhões ao Igeprev – Instituto de Previdência do Estado do Tocantins.

Agora, os líderes do Legislativo Municipal têm 48 horas para indicarem os membros da CPI.

ENTENDA

Em abril de 2017, o vereador Júnior Geo (PROS) apresentou um requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Palmas para investigar atos do Poder Executivo que deixaram vulneráveis mais de R$ 500 milhões que pertencem ao PreviPalmas.

Após recolher as assinaturas obrigatórias para criação da CPI, em maio de 2017, o vereador cobrou celeridade na votação do pedido pelo plenário da Câmara e acusou o presidente da Casa, José Lago Folha (PSD), de ‘travar’ a criação da comissão para investigar o PreviPalmas, ao não inserir o assunto na pauta.

Ainda em dezembro de 2017, o Tribunal de Contas do Tocantins (TCE) julgou irregular a prestação de contas (PreviPalmas), referente ao ano de 2013. Na época das irregularidades, o instituto estava sob a gestão de Neyzimar Cabral de Lima, indicado pelo então prefeito Carlos Amastha.

Em fevereiro deste ano, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, Alberto Sevilha, requereu inspeção na aplicação de R$ 30 milhões feita pelo instituto numa empresa que teria causado rombo de R$ 400 milhões no Igeprev. O fato suspeito foi revelado pelo jornalista de Brasília, Mino Pedrosa, numa publicação intitulada ‘PreviPalmas – a digital do crime’.

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