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Consumir o tipo de gordura certa pode reduzir risco de doenças cardiovasculares em até 30%

Agnaldo Araujo -
Foto: Divulgação
Consumir o tipo de gordura certa pode reduzir risco de doenças cardiovasculares em até 30%

O consumo de gordura é sempre um tema que gera dúvidas, uma vez que muito se relaciona o seu consumo com obesidade e doenças crônicas. Por conta disso, é sempre importante reforçar as funções que a gordura tem no organismo e quais são os tipos que contribuem para a manutenção da saúde cardiovascular e redução do risco de doenças do coração.

Um artigo recentemente divulgado pelo Board da American Heart Association – uma das associações de maior renome na área – trouxe alguns resultados importantes sobre a relação entre as gorduras na dieta e as doenças cardiovasculares.

De acordo com estudos randomizados e controlados, que foram analisados pela associação médica, fazer a substituição de gorduras saturadas por insaturadas diminui o LDL-colesterol, popularmente conhecido como colesterol ruim. Portanto, a moderação no consumo de gorduras saturadas, presentes na manteiga, creme de leite e carnes gordurosas, reduz em até 30% o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Os resultados destas pesquisas representam uma ótima notícia para a população, já que as doenças cardiovasculares causam mais de 17 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

A nutricionista Marcia Gowdak, diretora científica do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), explica que as gorduras insaturadas contêm nutrientes essenciais não fabricados pelo nosso organismo, como os ômegas 3 e 6. “A alimentação, portanto, é a única forma de consumi-los”, acrescenta.

Dicas

Como conseguir aderir a estes hábitos na prática? Uma das dicas é substituir a manteiga, rica em gorduras saturadas, pelo creme vegetal, que contém ômegas 3 e 6. Outro ponto importante é dar preferência ao consumo de leite, iogurtes desnatados e queijos com baixo teor de gordura, como cottage ou ricota. Na escolha das carnes, preferir as que sejam mais magras e tenham menos gorduras aparentes, além de incluir peixes como salmão e atum, pelo menos duas vezes por semana.

Vale ressaltar que consultas regulares ao médico são essenciais para avaliar fatores de risco ao coração, tais como níveis de colesterol, pressão arterial e avaliação física. Além disso, a adoção de hábitos simples e fáceis de serem aplicados no dia a dia, como as dicas alimentares apresentadas, podem prevenir a doença cardiovascular que representa atualmente a maior causa de mortes no Brasil e no mundo.

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