Cooperativa dos anestesistas se diz favorável ao mutirão de cirurgias e critica governo por atraso no pagamento

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
A Coopasnet se disse favorável ao mutirão de cirurgias

A Cooperativa dos Anestesistas do Tocantins (Coopasnet) rebateu as declarações da Secretaria de Estado da Saúde e se disse favorável ao mutirão de cirurgias programado pelo Governo do Tocantins.

Em nota, a cooperativa disse que presta serviço ininterruptamente há mais de 20 anos para o Estado de forma idônea, com responsabilidade, respeito, carinho e qualidade por seus pacientes.

A Coopasnet alegou que a Sesau deixou de informar e negociar a mudança de rotina na última sexta-feira (13), data de início do mutirão, em tempo hábil para que fossem providenciados outros profissionais anestesistas para a realização das cirurgias, fato que colocaria em risco a vida dos pacientes.

“Somos favoráveis ao mutirão, inclusive, já tendo laborado por mais de 12 meses sem recebimento da devida remuneração, passando, inclusive, por dificuldades econômicas e expondo nossas famílias aos riscos de não serem alimentadas”, disse.

Em relação ao mutirão, a Coopasnet pediu para que a população tocantinense fique tranquila, que se depender dos anestesistas, as cirurgias serão realizadas de forma organizada, visando a segurança e o bem-estar dos pacientes.

Entenda

A Sesau se manifestou no sábado (14) afirmando que o presidente da Coopasnet, Mário Sérgio, havia proibido os anestesistas de participarem do mutirão de cirurgias que visa beneficiar 5.547 pessoas. Na ocasião, o secretário de Saúde do Estado, Marcos Musafir, classificou a atitude como “absurda”.

O secretário ainda informou no sábado que o Governo do Tocantins já havia feito uma representação no Ministério Público Estadual (MPE) e também no Conselho Regional de Medicina (CRM) para reverter a situação.

E acrescentou que  30 cirurgias foram suspensas na sexta-feira em razão da decisão da cooperativa. A situação criou um clima de revolta na população e também na direção da Coopasnet, que afirmou ser indevida a manifestação da Sesau.

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