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Damaso questiona destino do dinheiro do ‘pacotaço’ de impostos: “ninguém vê onde está sendo aplicado”

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
O movimento grevista é por tempo indeterminado

O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado Osires Damaso (PSC), declarou seu apoio ao movimento grevista, criticou a má gestão do Governo do Estado e a falta de diálogo com os líderes dos sindicatos. O pronunciamento do deputado foi durante sessão da última terça-feira (23/08).

Damaso questionou a afirmação do Governo em relação a dificuldade financeira como principal motivo para não pagar a data-base, já que, segundo ele, as nomeações e contratos continuam sendo feitos e a arrecadação aumentou nos últimos meses.

“Esta Casa votou a favor do aumento da arrecadação para que o Governo tivesse condições de manter serviços e fazer investimentos, mas o dinheiro está entrando nos cofres da Administração Pública e ninguém vê onde está sendo aplicado, sobram reclamações em todos os setores, com crises na Saúde e Segurança Púbica também”, lamentou Damaso.

O presidente da Assembleia ainda classificou como “lamentável” os discursos de alguns secretários. “É lamentável o discurso de alguns secretários que dizem que a greve é infrutífera. Só quem não tem compromisso com este Estado pode fazer esse tipo de declaração. Como ignorar a greve dos professores com tantos alunos sem aula? Como não notar os problemas gerados com a suspensão dos serviços e atendimentos em órgãos como Fisco e a Adapec?”, perguntou o presidente da Assembleia.

Eduardo Siqueira

Já o deputado Eduardo Siqueira Campos (DEM) destacou que os servidores possuem ao seu lado uma Lei aprovada pela Assembleia Legislativa. O parlamentar sugeriu que os servidores busquem na Justiça o direito ao recebimento desta correção da inflação.

Eduardo Siqueira destacou a “injustiça vivida pelos servidores”, uma vez que tendo os direitos conquistados, não têm sido respeitados pela atual administração. “Segundo Platão, quem comete a injustiça é mais infeliz que o injustiçado”, disse o deputado, sugerindo que a mesma injustiça poderia acontecer com o Governador.

Reivindicações

Os servidores públicos do Estado em greve se uniram para cobrar do governo o pagamento do passivo da data-base de 2015 e implementação da data-base de 2016.

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