De olho nas crianças durante o carnaval: 55 desapareceram no Tocantins em 2017

Redação AF - |
Crianças no carnval

A violência contra crianças e adolescentes acontece todos os dias do ano e não é diferente no período das festas de Carnaval. É comum ver cenas de crianças e adolescentes trabalhando em estacionamentos, vendendo lanches nas ruas, sendo assediadas com “passadas de mão”, consumindo bebidas alcoólicas ou mesmo ver pessoas procurando crianças que se perderam.

A psicóloga do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca Glória de Ivone), Mariana Miranda Borges, chama a atenção para a corresponsabilidade de todas as pessoas na proteção de crianças e adolescentes, mesmo quando não são pais ou mães delas.

“Nós precisamos proteger as crianças e adolescentes por estarem um período peculiar do desenvolvimento. A violação de direito nesse período retira aspectos básicos do desenvolvimento desse sujeito que poderá refletir negativamente na sociedade, desde de problemas de relacionamento com as pessoas à outros episódios de violência”, frisa a psicóloga.

Ela incentiva as pessoas a denunciarem qualquer situação em que crianças e adolescentes estejam em vulnerabilidade. As denúncias podem ser feitas no Conselho Tutelar ou no Disque 100, que funciona 24h de forma gratuita e anônima.

Desaparecimento de crianças

Outra violação que tem acorrido no Tocantins é o desaparecimentos de crianças e adolescentes, como o da menina Laura Vitória, de 9 anos, que desapareceu há dois anos e dois meses em Palmas. No ano de 2016 outras 83 crianças e adolescentes também desapareceram, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Tocantins (SSP).

No ano de 2017, desapareceram 112 pessoas no Tocantins, sendo 55 crianças e adolescentes, segundo a SSP, sendo Palmas (50), Gurupi (20) e Araguaína (09) as cidades com mais desaparecimentos de pessoas.

Sobre o desaparecimento, a psicóloga recomenda que sejam adotadas medidas de proteção para essas crianças durante o Carnaval como a constante supervisão dos pais, não deixando as crianças sozinhas em momento algum, e a utilização de pulseiras com identificação do nome e telefone dos responsáveis. (Ascom Cedeca)

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