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Delegada quer exumação do corpo de empresário para investigar a verdadeira causa da morte

Agnaldo Araujo - |
Foto: Rede social
Empresário de Araguaína que morreu

A delegada plantonista de Polícia Civil Verônica Tereza Carvalho Costa pediu, nesta segunda-feira  (24), a exumação do corpo do empresário araguainense Raimundo Aires de Alencar Ulisses Filho para investigar a real causa do óbito. Ele morreu na manhã de domingo (23) no Hospital e Maternidade Dom Orione.

O pedido de exumação se baseia em um Boletim de Ocorrência registrado pela coordenadora do Instituto Médico Legal de Araguaína, Elizete Machado dos Santos Junior. No documento, ela relata que a promotora Araína Cesárea entrou em contato com o Dr. Marcus Vinicius, questionando se o corpo do empresário havia passado pelo IML, mas a resposta obtida foi negativa.

Em seguida, Elizete Machado entrou em contato com uma assistente social da Maternidade Dom Orione, mas ela não soube informar o nome do médico que deu a declaração de óbito do empresário.

Atendendo a uma Ordem de Missão Policial, expedida no domingo, agentes obtiveram informações de que o motivo do óbito apontado no laudo foi intoxicação exógena (drogas) e depressão, mas conforme os agentes, deveria constar “abstinência”.

Também foi levantada a hipótese de ter ocorrido “morte cerebral” desde o sábado (22), além do fato que a quantidade de droga encontrada não era suficiente para causar a morte do empresário.

O corpo foi enterrado no Cemitério São Lázaro, no final da tarde de domingo, sem ter passado pelo IML. A delegada Verônica Tereza argumenta também que o empresário era bastante conhecido na cidade e ocorreram postagens nas redes sociais apontando a causa da morte como “suicídio”.

Diante da falta de comprovação, a delegada classificou a morte como “suspeita” e pediu a exumação do corpo. “Pelo exposto, por se tratar de morte suspeita, tendo em vista que o corpo não foi submetido a exames no Instituto Médico Legal, a urgência de coleta de materiais que podem se perder com a decomposição do corpo, sendo o IML órgão competente para fazer os exames necessários, para esclarecer a causa da morte […]”, disse.

A decisão caberá ao Juiz Francisco Vieira Filho, da 1ºVara Criminal, após o Ministério Público Estadual se manifestar sobre o pedido.

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