Delegado acredita que gabarito em celular seria ‘cola’ feita por candidato; MPE analisa denúncias

Agnaldo Araujo - |
Foto: Divulgação
Os gabaritos definitivos foram divulgados

Márcia Costa//AF Notícias 

A Polícia Civil comentou sobre as investigações de possíveis fraudes no concurso público da Polícia Militar do Tocantins após o AF Notícias ter acesso com exclusividade ao documento oficial que comprova a apreensão do celular com informações do gabarito da prova para soldado.

O aparelho estava escondido dentro da lixeira do banheiro masculino em um dos locais de aplicação da prova em Araguaína. O Delegado Regional de Polícia Civil, Bruno Boaventura, disse que as investigações estão correndo em sigilo sob o comando da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC Norte).

“Não temos muitas informações para a imprensa, mas como já houve o vazamento de informações sobre o celular, posso dizer é que realmente tinha o gabarito das questões de 01 a 60”, disse o delegado.

Conforme o delegado, pode ser que o gabarito encontrado no celular não seja o oficial da banca organizadora, mas sim uma provável ‘cola’ que teria circulado entre os candidatos.

“Conversei com outros delegados e achamos que esse gabarito não seja um vazamento sigiloso da banca, o que poderia colocar em cheque a lisura de todo o concurso. O que pode ter ocorrido é que alguém fez a prova, marcou todas as questões que achava que eram as certas, e passou para outra pessoa pelo celular. E a pessoa deve ter ido até o banheiro para colar. Seria uma possível cola. Então a prova não foi violada, e nem o gabarito oficial saiu da banca”, argumentou o delegado.

Segundo a polícia, ainda não é possível confirmar se algum candidato teve acesso ao celular para responder às questões. “Queremos identificar e encontrar o dono do aparelho. Câmeras de segurança vão ajudar”, afirmou.

MPE

O Ministério Público Estadual confirmou que algumas denúncias em relação ao concurso já foram protocoladas junto ao órgão e elas foram encaminhadas à 28ª Promotoria de Justiça , onde serão analisadas pelo Promotor de Justiça responsável.

Um petição pública na internet pede investigações quantos as possíveis irregularidades do concurso e pede o cancelamento do certame se comprovado. O documento já conta com mais de 22,3 mil assinaturas.

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