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Delegado afirma ter ‘provas irrefutáveis’ do envolvimento dos PMs na morte de advogado

Redação AF - |
Foto: Divulgação
Acusados de executarem o advogado Danillo Sandes

A Polícia Civil do Tocantins garantiu que os militares presos nesta quinta-feira (21), em Marabá (PA), “participaram efetivamente” da morte do advogado Danillo Sandes Pereira, de 30 anos, ocorrida em julho passado, em Araguaína.

“Temos provas irrefutáveis nos autos da participação deles”, afirmou o delegado José Rerisson Macedo, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso juntamente com o delegado Guilherme Torres.

Foram presos no Pará os policiais Rone Marcelo Alves Paiva e João Oliveira dos Santos Júnior e também o ex-policial militar Wanderson Silva Sousa, expulso da corporação por envolvimento em outro crime.

O delegado disse ter ‘absoluta certeza’ de que Wanderson e João Oliveira estiveram em Araguaína no dia da morte do advogado, 25 de julho. Já Rone Paiva teria organizado o crime e possivelmente gerenciado a parte financeira.

Com Wanderson a polícia apreendeu o fardamento e a identidade funcional, que já deveriam ter sido restituídos à corporação.

O delegado ressaltou que a Polícia Militar do Pará deu todo apoio necessário ao cumprimento dos mandados de prisões. Os dois militares foram presos na própria Corregedoria.

Posteriormente, os agentes se deslocaram à residência de Wanderson. Eles usaram a força para arrombar o portão e adentrar no imóvel, já que ninguém atendeu aos chamados.

No imóvel, a polícia encontrou aparelho de celular ligado, mas não havia ninguém no local. Com isso, os agentes realizaram investigações dentro da cidade e conseguiram localizá-lo por volta das 15 horas. Wanderson passava num veículo próximo à sua residência e empreendeu fuga ao perceber a presença da polícia.

Para impedir, os agentes efetuaram um tiro no pneu do carro, mas o ex-policial continuou a fuga a pé pela mata, porém acabou preso. “Uma pessoa que não quer prestar contas à justiça”, disse o delegado.

Os suspeitos não confessaram participação no crime. “Se reservam a um direito constitucional [silêncio], que está sendo preservado e respeitado”, explicou Rérisson Macedo.

A Polícia Civil acredita que os suspeitos usaram um veículo Gol, de cor cinza escura, para a prática do crime. “O trabalho investigativo não para com a prisão dos três. É possível que haja mais pessoas envolvidas. Todos serão presos se comprovarmos a participação de mais pessoas. Doa a quem doer, seja quem for. Principalmente aqueles que tinham o dever de proteger o cidadão. O advogado morreu por ser uma pessoa séria e ninguém pode admitir esse tipo de conduta”, garantiu o delegado.

A investigação constatou que os acusados planejaram um cenário para atrair o advogado Danillo, como se fossem clientes. O crime foi motivado por Danillo se recusar a ocultar patrimônio num processo de herança avaliada em R$ 7 milhões.

Os três presos ficarão recolhidos em cela especial no 2º Batalhão da PM de Araguaína, onde também está preso o farmacêutico Robson Barbosa Santos, herdeiro acusado de ser o mandante do crime.

Foto: AF Notícias
Suspeitos sendo apresentados em Araguaína

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