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Delegado confirma que ossada é do estudante Fabrício Martins; jovem teve morte violenta

Redação AF - |
Foto: Fernando Almeida/AN
Delegado Rérisson Macedo conduz investigação do caso.

Márcia Costa //AF Notícias

O delegado de Polícia Civil, José Rérisson Macedo confirmou que a ossada humana encontrada na manhã deste sábado (03) dentro do Córrego Canindé, próximo ao Parque Cimba, é do acadêmico de Educação Física, Fabrício Martins, de 24 anos.

O jovem desapareceu na noite de 19 de maio, quando saiu de sua residência de motocicleta e não deu mais notícias. O veículo foi encontrado abandonado no dia seguinte numa rua do Setor Jardim Paulista. A Polícia Civil já vinha trabalhando com duas linhas de investigação, sendo que uma das hipóteses era de que o estudante teria sido vítima de homicídio e ocultação de cadáver.

“A ossada humana encontrada no Córrego próximo ao Parque Cimba para nossa tristeza é de Fabrício Martins. Desde que iniciamos as investigações trabalhávamos com essa possibilidade que veio a se confirmar hoje. O Fabrício desapareceu no dia 19 e neste mesmo dia havia ganhado de presente uma camiseta, pois seu aniversário seria no domingo. Ele ainda ganhou da mãe um short novo que estava até com a etiqueta, diante de outras circunstâncias não temos dúvidas de que o corpo é de Fabrício”, afirmou o delegado Rerisson Macedo.

O corpo encontrado dentro do bueiro do córrego estava praticamente só os ossos, mas ainda com a camiseta e o short.

Foto: Rede social
Jovem Fabrício Martins, que estava desaparecido

Segundo o delegado, o crime é um caso intrigante, pois antes a polícia trabalhava com a questão do desaparecimento e agora as investigações serão voltadas para o crime de homicídio.

“Foi uma morte violenta devido à circunstância da localização do corpo, os vestígios encontrados na camiseta levam à convicção de que foi um instrumento pérfuro-cortante, ou seja, uma faca ou outro recurso que impossibilitou a defesa dele. Vamos aguardar o laudo da perícia que vai colaborar com a investigação”, acrescentou.

Devido a várias especulações que surgiram nas redes sociais, sobre a possível motivação do crime, o delegado foi claro e pediu para que a população não faça julgamentos antes de provas concretas.

“Sobre a motivação do crime, sabemos que ele era um jovem estudioso, trabalhador e tinha boas amizades, era um jovem de família, um rapaz tranquilo. Não podemos atribuir responsabilidades ou culpa, pois trabalhamos com certeza e não com achismo. Precisamos ter provas para que leve as pessoas responsáveis”, finalizou o delegado.

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